Com Lula, PT faz 1ª reunião para elaborar programa para 2018

No sábado, 16, o Diretório Nacional do partido formalizou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como coordenador do programa

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta segunda-feira, 18, da primeira reunião com a equipe que vai elaborar o programa de governo que será defendido pelo PT na eleição presidencial de 2018. No sábado, 16, o Diretório Nacional do partido formalizou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como coordenador do programa.

Haddad já exercia informalmente a função desde o primeiro semestre. Agora, ele exerce com aprovação do partido um cargo central na pré-campanha de Lula.

O posto já foi ocupado por Antonio Palocci (em 2002) e Marco Aurélio Garcia (2006 e 2010). Segundo integrantes da direção petista, a nomeação para chefiar o programa de governo não impede que Haddad dispute algum cargo nas eleições do ano que vem. Ele é cotado para se candidatar ao Senado.

Participaram da reunião desta segunda-feira Lula, Haddad, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os coordenadores executivos do programa, Márcio Pochmann e Renato Simões, além de outros dirigentes petistas.

O encontro foi na sede da Fundação Perseu Abramo, presidida por Pochmann, em São Paulo.

A formalização dos nomes da equipe que vai integrar a pré-campanha de Lula em 2018 aconteceu na mesma reunião do Diretório Nacional que reiterou o apoio do partido à candidatura de Lula e rejeitou um plano “B” caso o petista seja barrado pela Justiça.

O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do recurso que pode tornar Lula inelegível. Ele foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Para o PT, o jogo não acaba no dia 24 mesmo em caso de condenação. O partido alega que a Justiça Eleitoral só vai avaliar o caso de Lula a partir de 15 de agosto, quando acaba o prazo para registro de candidaturas. Lula e o PT apostam em decisões favoráveis em instâncias superiores como o STF e STJ.