Com 1,2 bi de litros a menos, Cantareira segue em queda

Segundo medição feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), manancial está com 26,2% da capacidade. Para comitê anticrise, 22,1%

São Paulo – O Sistema Cantareira perdeu 1,23 bilhão de litros em um dia e registrou nesta terça-feira, 20, queda de 0,1 ponto porcentual no nível de armazenamento com o uso do “volume morto” – reserva profunda das represas.

Segundo medição feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o manancial está com 26,2% da capacidade.

Já o comitê anticrise que monitora a estiagem dos reservatórios aponta índice de 22,1%.

Conforme o jornal O Estado de S.Paulo revelou nesta segunda-feira, 19, a diferença ocorre porque o comitê, que é liderado pela Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, leva em consideração em seus cálculos que o uso de 182,5 bilhões de litros do “volume morto” também eleva a capacidade total do Cantareira, de 981,56 bilhões de litros para 1,164 trilhão de litros.

Já a Sabesp não considera que a reserva profunda tenha aumentado a capacidade do sistema. Desta forma, há uma diferença de 15,6% entre os índices divulgados, ou 4,1 pontos porcentuais.

Na prática, as duas medições consideram que há o mesmo volume de água disponível nas represas para abastecer a Grande São Paulo e a região de Campinas.

Nesta terça-feira, são 256,7 bilhões de litros, 1,23 bilhão a menos do que a quantidade registrada segunda-feira: 257,9 bilhões de litros.

Segundo o diretor de relações com investidores da Sabesp, Rui Affonso, o volume morto é suficiente para garantir o abastecimento até outubro, quando começa a temporada de chuvas.

Antes do início da retirada de água da reserva profunda, na quinta-feira, 15, o Cantareira registrava 8,2% da capacidade, índice mais baixo de sua história.

Sem considerar o volume morto, o nível do sistema nesta terça-feira está em 7,6%, segundo boletim diário do comitê anticrise. Ainda nesta terça, a ANA e o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, devem divulgar o novo limite máximo de retirada de água do manancial pela Sabesp para abastecer a Grande São Paulo.

A tendência é de que haja uma redução, já que a seca se agravou em maio.