COI confia na despoluição da Guanabara a tempo de Olimpíadas

Presidente da Comissão de Coordenação do COI afirmou que autoridades brasileiras deram sua palavra que vão retirar todo o lixo das águas da baía

Rio de Janeiro – Os membros da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 reiteraram nesta sexta-feira a confiança na despoluição da daía de Guanabara, sede das provas de vela, a tempo do evento.

A presidente desta comissão, a marroquina Nawal El Moutawakel, afirmou que as autoridades brasileiras deram sua palavra que vão retirar todo o lixo das águas da baía, que apresenta altos índices de poluição.

“Nos deram garantias de que a baía estará limpa e segura para os atletas. Não nos perdoaremos se deixarmos aos atletas competirem em um lugar inseguro”, disse El Moutawakel, em entrevista coletiva.

A comissão lembrou ainda que em agosto será realizada uma regata que servirá de evento-teste para os Jogos Olímpicos e que “mostrará a capacidade dos organizadores em receber o evento”.

O diretor-executivo do COI para os Jogos Olímpicos, Gilbert Felli, esclareceu que os responsáveis brasileiros trabalham em duas frentes: uma equipe recolhe o lixo que está flutuando e outra monitora a qualidade da água.

“Achamos que podemos fazer o evento-teste, temos relatórios que indicam isso. Se acharmos que não podemos fazer o teste, então tomaremos uma decisão, mas agora são só especulações”, declarou Felli.

Outro que quis tranquilizar a todos quanto à poluição da baía de Guanabara foi Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de 2016.

Segundo ele, a área onde serão feitas as provas de vela não é “onde há os maiores problemas”, e assegurou que houve reuniões com velejadores brasileiros, que se mostraram a favor das provas no local.

O objetivo inicial dos responsáveis dos Jogos Olímpicos de 2016 era retirar 80% do lixo das águas da baía. Porém, apesar da melhora nos últimos anos, só está sendo tratada cerca de 40% da poluição vinda dos rios que desembocam na região, através de barreiras de contenção.