Cocaína é apreendida na fronteira do Brasil, Peru e Bolívia

Ministério da Defesa afirmou que "Operação Ágata VI", nas fronteiras do Brasil com o Peru e Bolívia, também ofereceu atendimento médico a mais de 3,8 mil pessoas

Brasília – Na primeira semana de uma megaoperação de segurança fronteiriça, os militares brasileiros deslocados nos limites do país com o Peru e a Bolívia apreenderam 13 quilos de cocaína e inspecionaram mais de 2 mil embarcações, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

Em uma nota oficial, o Ministério da Defesa indicou que a chamada “Operação Ágata VI”, que mobilizou cerca de 7,5 mil soldados em direção às fronteiras do Brasil com o Peru e Bolívia, também ofereceu atendimento médico a mais de 3,8 mil pessoas, sobretudo na área odontológica, e distribuíram medicamentos.

O esquema de segurança tem objetivo de reforçar e intensificar o combate ao tráfico de drogas, que muitas vezes se aproveita das características naturais da floresta amazônica.

O Ministério da Defesa explicou que as autoridades do Peru e da Bolívia foram informadas previamente sobre esta operação e, inclusive, foram convidadas a enviar seus respectivos observadores, uma medida que teve respaldo dos planos de cooperação fronteiriça que existem entre ambos os países.


A “Operação Ágata VI” conta com soldados do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que contam com apoio de caças, helicópteros de combate, lanchas de patrulha e blindados.

As tropas foram deslocadas ao longo dos 4.216 quilômetros da fronteira amazônica com o Peru e Bolívia e, de acordo com as autoridades, deverão permanecer nesta região por mais duas semanas.

Esta megaoperação integra o plano de segurança fronteiriça que o Governo brasileiro desenvolve desde o último ano e é similar a uma realizada durante o mês de agosto nos limites do país com o Uruguai, Argentina e Paraguai.

Segundo o Ministério da Defesa, a “Operação Ágata VI” será a última deste ano e será seguida por “pelo menos outras três” da mesma envergadura em 2013, já que o objetivo é levar “a presença do Estado às fronteiras”.