Cláudia Costin discute os dilemas falsos (e problemas reais) da educação

Sobre formar para o mercado de trabalho ou para a vida, ela responde que uma coisa está ligada a outra: "Temos que formar um ser humano integral"

São Paulo – “Pensar em educação é pensar em duas coisas que parecem ser conflitantes: excelência e equidade, ao mesmo tempo”.

A lição é da especialista no tema Cláudia Costin, que já foi diretora sênior para educação no Banco Mundial, ministra da Administração Pública e Reforma Estadual, secretária municipal da Educação do Rio de Janeiro e secretária estadual da Cultura em São Paulo.

Ela foi entrevistada pela série “Brasil: ponto de partida?”, parceria da plataforma UM BRASIL, uma iniciativa da Fecomercio SP, com o Centro de Liderança Pública (CLP).

A série é parte do Projeto Visão Brasil 2030, idealizado em 2013 e que tem como objetivo pensar soluções para o país, em áreas prioritárias como saúde, infraestrutura, educação e segurança pública, entre outras.

Costin diz que avançar na educação passa por superar algumas falsas impressões. Uma delas é o mito da volta ao passado, quando teoricamente estava tudo resolvido:

“A escola pública de qualidade em que a minha geração estudou atendia a somente 40% das crianças. Esses estudantes eram filhos das elites, na maioria. Educar esse público é diferente de educar a todos”, diz ela.

Outro é o suposto dilema sobre formar para o mercado de trabalho ou para a vida: “Temos que formar um ser humano integral. Não são coisas incompatíveis, uma está ligada à outra”, diz Cláudia.

Duas coisas são certas: uma é que avaliação contínua e bem-feita é essencial para que políticas públicas não sejam feitas com “achismo”.

A outra é que o professor, como peça-chave do processo, precisa ser motivado e ter garantias de educação continuada. Veja a entrevista completa, antecipada com exclusividade para EXAME: