Cidades brasileiras têm protestos pela educação, incluindo na Av. Paulista

De acordo com o G1, 85 cidades de 26 estados e do Distrito Federal haviam tido protestos pacíficos até por volta de 19 horas

São Paulo – Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, manifestantes participam hoje (13) de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.

De acordo com o G1, 85 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal haviam tido protestos pacíficos até por volta de 19h.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), havia atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados.

Nos dois primeiros atos, em 15 e 30 de maio, foram registradas mobilizações em 220 e 136 cidades, respectivamente.

A pauta das reivindicações inclui a rejeição aos bloqueios promovidos pelo governo Bolsonaro na área da educação e também ao programa “Future-se”, lançado recentemente com o objetivo de atrair incentivo privado às universidades Federais.

As federais afirmaram recentemente que todo o recurso previsto para liberação até o fim do ano será insuficiente para pagar integralmente as contas e contratos que vencem em setembro.

Algumas instituições alertam que, sem a liberação de mais dinheiro, eles terão de suspender aulas ou atividades por não conseguir pagar, por exemplo, serviços de vigilância, limpeza e energia.

Veja como têm sido os protestos desta terça-feira, apelidados de #Tsunami13Agosto nas redes sociais:

São Paulo

Na capital paulista, manifestante se reuniram a partir das 16 horas na altura do MASP e ocupam várias faixas da Avenida Paulista na direção centro e bairro com faixas e cartazes.

Distrito Federal

Um pequeno grupo de manifestantes começou o dia fechando parte da Rodovia DF-075, também conhecida como Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia.

Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.

Pouco antes das 9h, profissionais da educação, estudantes, sindicalistas e outros manifestantes começaram a se concentrar no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios.

Devido à concentração de pessoas, três faixas do Eixo Monumental tiveram que ser bloqueadas ao tráfego de veículos enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional.

A certa altura, participantes da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios, uniram-se ao ato.

Brasília: Mulheres indígenas realizam marcha até o Congresso Nacional. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Brasília: Mulheres indígenas realizam marcha até o Congresso Nacional. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasília: Mulheres indígenas realizam marcha até o Congresso Nacional. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino, mas ainda aguarda informações das coordenações regionais para fazer um balanço do impacto dos atos.

“A pasta terá o balanço no decorrer do dia e reitera que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda neste semestre, garantindo o cumprimento dos 100 dias letivos por semestre”, informou a secretaria, em nota.

Principal instituição universitária da capital, a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades. A paralisação dos docentes foi aprovada em assembleia geral realizada ontem (12), pela associação que representa a categoria, mas a adesão efetiva caberá a cada professor.

Pernambuco

No Recife, embora a Universidade Federal de Pernambuco não tenha suspendido as aulas, professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) da instituição aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas.

Um grande ato está agendado para as 14h, na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Bahia

Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. No mesmo horário (10h), uma manifestação semelhante ocorria em Feira de Santana.

Ceará

Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação.

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses devem sediar alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.