Celso Russomano pede que ministro explique calote ao Parlasul

Líder do PRB quer que Esteves Colnago, do Planejamento, explique calote do governo brasileiro de US$ 2.069.218,80 ao Parlamento do Mercosul

Brasília – Integrante da base aliada, o líder do PRB na Câmara, deputado Celso Russomano (SP), apresentou nessa terça-feira , 12, requerimento pedindo a convocação do ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

Ele quer que o ministro explique calote do governo brasileiro ao Parlasul (Parlamento do Mercosul). Pelos cálculos do parlamentar – confirmados pelo Ministério -, o Brasil deve US$ 2.069.218,80 ao organismo internacional.

O Parlasul é um órgão unicameral de jurisdição regional com sede em Montevidéu, no Uruguai. Ele foi criado em 6 de dezembro de 2006 como um fórum legislativo destinado a acolher e debater propostas, moderando soluções sobre contenciosos que envolvam interesses dos cidadãos dos países que compõem o bloco econômico (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). O colegiado é composto atualmente por 106 parlamentares.

“Requeiro (…) que, ouvido o plenário, se digne adotar as providências necessárias à convocação do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Sr. Esteves Pedro Colnago Junior, para comparecer ao plenário da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul a fim de prestar esclarecimentos a esta comissão sobre a regularização de aporte financeiro no Parlamento do Mercosul”, diz o requerimento. Se aprovado, Colnago será obrigado a comparecer à Câmara.

Ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Russomano afirmou que desde dezembro vem cobrando do Planejamento uma resposta. “Nunca recebi um telefonema sequer de resposta. Agora o ministro vai ter que vir aqui explicar”, afirmou o parlamentar paulista. De acordo com o líder do PRB, o calote do Brasil tem provocado “profundo constrangimento” a ele, que é chefe da deleção brasileira no colegiado.

O Ministério do Planejamento confirmou que o governo brasileiro tem pagamentos pendentes junto ao Parlasul. Segundo a Pasta, as dívidas são relacionadas aos exercícios de 2016 e 2017. O ministério informou, porém, que vem “envidando todos os esforços no sentido de regularizar a situação” e que elaborou um cronograma de pagamentos “para os próximos meses” que leva em “consideração todo o conjunto de compromissos” do governo.

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