Candidatura de Dilma é frágil, diz oposição na Câmara

Deputados afirmaram não terem dúvidas de que o pleito no ano que vem será decidido em duas etapas

Brasília – Deputados da oposição na Câmara afirmaram ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, não terem dúvidas de que o pleito no ano que vem será decidido em duas etapas e classificaram a candidatura da petista de “frágil”.

Ao comentar o resultado da pesquisa Ibope feita em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, o deputado Duarte Nogueira, presidente do diretório do PSDB em São Paulo, afirmou que “há um sentimento de mudança na população”. Já o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que o levantamento traz “um nível de intenção de voto muito modesto para uma candidata à reeleição”.

O levantamento divulgado nesta quinta-feira, 24, mostrou que Dilma se reelegeria no primeiro turno em três de quatro quadros. Naquele tido hoje como mais provável, no qual figuram como concorrentes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma aparece com 41% das intenções de voto, 17 pontos percentuais a mais do que a soma de seus dois adversários.

A única opção em que a pontuação de Dilma (39%) não supera a dos concorrentes, condição necessária para vencer no primeiro turno, é aquele com a ex-senadora Marina Silva (21%) e com o ex-governador de São Paulo José Serra (16%).

Duarte Nogueira argumenta que o resultado se deve a uma superexposição abusiva da presidenta da República e acredita que o ganho progressivo de visibilidade dos candidatos de oposição trará um equilíbrio com a proximidade com embate eleitoral. “Ela presidente já foi à rede nacional (de rádio e televisão) 16 vezes”, criticou. “Tem uma concentração de exposição e haverá um equilíbrio”, disse, acrescentando que ainda é muito cedo para considerar o retratado pela pesquisa como algo próximo do que será o pleito de 2014.

Já o presidente nacional do PPS considerou que o desempenho da presidente é “frágil”. Ele também comentou os níveis de aprovação do governo Dilma, de 38%, praticamente estáveis na comparação com setembro. “Governo com essa avaliação e uma candidata com essa intenção de votos é uma candidatura frágil”, afirmou.

Outro ponto destacado por Freire foi o desempenho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o nome do PSB para disputar o Planalto. “Tem que se levar em consideração o crescimento de quase 150% do Eduardo Campos”, disse. “E com um nível ainda muito alto de desconhecimento”. Para Freire, os números “consolidam” a candidatura do pessebista. “Atribuo (o crescimento) à Marina, claro. Mas também ao potencial do Eduardo, porque a transferência não ocorre se não for para um bom candidato”.