Cameron quer incrementar relações com o Brasil

Depois de um longo período de relações congeladas, o Reino Unido se volta ao Brasil para tentar reaquecer sua própria economia

São Paulo – “Se você não pode vencê-los, junte-se a eles.” Foi com essa frase que o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, resumiu sua intenção de incrementar as relações com o Brasil, agora a sexta maior economia do mundo, à frente dos britânicos. Ele chegou nesta quinta-feira a São Paulo para sua primeira visita oficial ao País.

Depois de um longo período de relações congeladas, os britânicos agora se voltam ao Brasil para tentar reaquecer sua própria economia, atualmente em recessão. Os setores de maior interesse são energia, defesa, infraestrutura, educação e farmacêutica. Em rápido pronunciamento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Cameron usou a metáfora do futebol para tratar do atual momento brasileiro, de maior relevância no cenário internacional. “O futebol foi inventado no Reino Unido, mas aperfeiçoado no Brasil.”

Ele deixou claro, entretanto, que não busca apenas oportunidades para que empresas britânicas invistam aqui. Quer, também, que as companhias brasileiras entrem no Reino Unido, um país “amigável aos negócios” e de localização estratégica. “Uma desvantagem é o clima, e parece que eu trouxe isso para cá”, brincou, referindo-se ao dia frio da primavera brasileira.

O relacionamento entre os dois países também ganhou impulso com a realização da Olimpíada em Londres, já que existe cooperação para o evento a ser realizado no Rio em 2016 – ponto abalado pelo roubo de informações sigilosas pelos brasileiros.

Cameron veio de Nova York, onde participou da assembleia da ONU. Nesta manhã, após visitar fábrica de equipamentos pesados da britânica JCB, em Sorocaba, no interior do Estado, ele se reuniu com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na sede da entidade, além de grandes empresários brasileiros, como Josué Gomes da Silva e Benjamin Steinbruch. O primeiro-ministro chegou à Fiesp caminhando pela Avenida Paulista. Ele está acompanhado da maior delegação de negócios já feita a partir do Reino Unido, com 50 empresários.