BTG Pactual adquire fatia no banco Monte dei Paschi

Banco fez um investimento na Itália ao adquirir uma participação minoritária de 6,5% do capital social do italiano

São Paulo – O BTG Pactual fez um investimento na Itália ao adquirir uma participação minoritária, juntamente com a gestora de recursos mexicana Fintech Advisory, de 6,5% do capital social do banco italiano Monte dei Paschi di Siena. As informações constam em comunicado da Fundação MPS, maior acionista da instituição, enviado à bolsa italiana. O preço pago foi de 0,2375 de euro por ação. O banco de André Esteves comprou uma menor fatia da instituição, de 2%, enquanto os outros 4,5% ficaram com a Fintech, com sede em Nova York e pertencente ao mexicano David Martinez.

O interesse do BTG Pactual no banco italiano ocorre, conforme apurou a reportagem, em meio aos sinais de melhora das economias europeias. Procurado, o banco informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta o caso.

Não é a primeira vez que o BTG demonstra interesse pela Itália. No ano passado, conforme fonte ouvida pela reportagem, o banco de André Esteves era um dos cotados para aportar recursos na concessionária rodoviária Milano Serravalle por meio do seu braço de private equity – que adquire participações em empresas.

Ao vender 6,5% da sua fatia ao BTG e à Fintech, a MPS fica com uma participação de 5,5%. A fundação tem procurado interessados em adquirir a totalidade ou parte de sua participação antes de o banco italiano fazer um aumento de capital para pagar um empréstimo ao governo italiano. Como a MPS não tem como participar do aumento de capital do banco, a sua participação poderia ser diluída.

No ano passado, o Monte dei Paschi tomou um empréstimo 4,1 bilhões de euros junto ao governo italiano para suprir um déficit de capital e planeja levantar recursos este ano para quitá-lo. Em paralelo, o banco passa por um processo de reestruturação.

O BTG Pactual fechou 2013 com patrimônio líquido de mais de R$ 16 bilhões e cerca de R$ 179 bilhões em ativos totais. O índice de Basileia do banco, que mede o quanto a instituição pode emprestar sem comprometer o seu capital, ficou em 17,8%, bem acima dos 11% exigidos pelo Banco Central.