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EI reivindica autoria de ataque no Afeganistão; Bolsonaro e Moro discutem projeto de abuso de autoridade; Senadores preparam relatório contra Eduardo

Bolsonaro e Moro discutem projeto de abuso

O presidente Jair Bolsonaro tomará café da manhã com o ministro da Justiça, Sergio Moro nesta segunda-feira, em Brasília, para debater possíveis vetos ao projeto de abuso de autoridade. “Não li ainda o projeto. Segunda-feira (19) eu leio, mas que vai ter veto, vai”, afirmou o presidente ao ser questionado sobre o assunto na sexta-feira. Bolsonaro tem 15 dias para decidir se sanciona ou veta o texto, parcial ou integralmente. O presidente está na berlinda. Nota do Ministério da Justiça avaliou que o projeto pode “inviabilizar” o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público. Vetá-lo, portanto, faria Bolsonaro ganhar pontos com seus eleitores, mas seria uma estocada no Congresso, assim como uma ação que estimula as investigações contra seu filho, Flávio.

Procuradores tentaram acessar dados de IR

Procuradores envolvidos na força-tarefa da operação Lava Jato tentaram acessar dados sigilosos da Receita Federal de maneira informal diversas vezes nos últimos anos, segundo mensagens divulgadas neste domingo, 18, pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo site The Intercept Brasil. De acordo com os veículos, os procuradores contavam com a contribuição do auditor fiscal Roberto Leonel, à época chefe da área de inteligência da Receita em Curitiba (PR) e hoje presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). As mensagens examinadas fazem parte do pacote obtido pelo Intercept.Os diálogos analisados indicam proximidade entre os procuradores da Lava Jato e Leonel. Em diversas ocasiões, integrantes da força-tarefa solicitaram informações ao auditor sem apresentar requisições formais ou autorização da Justiça para quebrar o sigilo fiscal dos investigados.

Senadores preparam relatório contra Eduardo

Com base em um parecer da consultoria do Senado, parlamentares preparam um relatório alternativo rejeitando a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para a embaixada brasileira em Washington. A indicação – já anunciada – ainda não foi formalizada pelo Planalto e precisará de aval dos senadores. De acordo com o parecer da consultoria do Senado, a indicação configura nepotismo. O nome de Eduardo, se encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro, precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e depois pelo plenário. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo na Casa, é o mais cotado para assumir a relatoria da indicação. Dessa forma, outros senadores preparam um parecer alternativo para ser protocolado na comissão após o relatório de Chico Rodrigues, que tende a ser pela aprovação.

Fernández: “impossível de cumprir”

O candidato vencedor das eleições presidenciais primárias da Argentina, Alberto Fernández, declarou que o acordo firmado pelo governo do atual presidente do país, Maurício Macri, para pagamento de dívidas junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), é “impossível de cumprir”. Para Fernández, Macri precisa renegociar com a instituição adiamentos dos pagamentos previstos para os próximos anos. “É a única solução”, disse, em entrevista ao jornal La Nación. Em 2018, o governo local tomou empréstimo de US$ 57 bilhões do FMI. Já em uma tentativa de aliviar as tensões com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o candidato kirchnerista buscou tranquilizar o mandatário brasileiro em relação a políticas econômicas de sua eventual administração. “Para mim, o Mercosul é um lugar central. E o Brasil é o nosso principal parceiro e vai continuar a ser. Se Bolsonaro pensa que vou fechar a economia, que fique tranquilo, porque não vou. É uma discussão tonta”, declarou.

Merkel e o Brexit

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse neste domingo que encontrará o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na quarta-feira para discutir a saída planejada do Reino Unido da União Europeia, acrescentando que Berlim também está preparado para um Brexit desordenado. Johnson busca persuadir os líderes da UE a reabrir as negociações do Brexit ou enfrentar a perspectiva de a segunda maior economia da região deixar o bloco abruptamente em 31 de outubro sem nenhum acordo para mitigar o choque econômico -alternativa que o setor privado avaiar poder causar grande disrupções. “Estamos preparados para qualquer desfecho, podemos dizer isso, mesmo que não consigamos um acordo. Mas em qualquer caso farei um esforço para encontrar soluções, até o último dia das negociações”, ela acrescentou.

A escassez do Brexit sem acordo

Uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo poderia provocar uma escassez de alimentos, combustível e remédios, segundo revelam documentos do governo britânico divulgados pelo jornal “The Sunday Times”. O jornal britânico revelou os conteúdos da Operação “Martelo Amarelo”, na qual são expostos os cenários mais prováveis caso o Brexit aconteça sem acordo no dia 31 de outubro. No entanto, Michael Gove, o ministro encarregado dos preparativos para uma saída sem pacto, garantiu que esses documentos mostram “o pior cenário possível”, contradizendo o que foi exposto pela publicação. Segundo os relatórios, e em relação a um dos assuntos mais complicados da negociação do Brexit, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson considera provável a existência de uma fronteira entre a Irlanda do Norte e a Irlanda.

EI reivindica autoria de atentado

O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou neste domingo a autoria do atentado suicida que matou 63 pessoas e deixou 182 feridas na noite de sábado, durante um casamento em Cabul, no Afeganistão, ataque que despertou uma onda de indignação e do qual os talibãs logo se desvincularam. Em comunicado divulgado pela rede social Telegram, cuja veracidade não pôde ser comprovada independentemente, o EI explicou que primeiramente um suicida identificado como Abu Asem al Pakistani detonou os explosivos que carregava. Depois, um carro-bomba explodiu. De acordo com o Estado Islâmico, o alvo do atentado foi “uma grande concentração de renegados politeístas”, em aparente referência à minoria xiita do país, frequentemente alvo de ataques sectários dos jihadistas, especialmente comunidade hazara fiel a esse ramo do islã.