Bolsonaro diz ser contra tributação para grandes fortunas e classe alta

Pré-candidato do PSL à Presidência foi inciso nas críticas ao que chamou de "tributação excessiva"

Brasília – O pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, se posicionou nesta quarta-feira, 6, contra a criação de mais tributos para a classe alta e o empresariado. “A minha opinião é de não ter imposto sobre grandes fortunas nem de herança e nem tributar mais ainda essa área (lucros de grandes empresas)”, disse Bolsonaro, que participou de sabatina promovida pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais e o jornal Correio Braziliense.

Em resposta a pergunta sobre “uma desigualdade” entre os mais ricos e os mais pobres na questão tributária, o pré-candidato foi inciso nas críticas ao que chamou de “tributação excessiva”. “Se depender de mim, ninguém vai ser mais tributado, senão vai quebrar o Brasil”, referindo-se à criação de novos impostos.

Bolsonaro voltou a enfatizar que reformas previdenciárias e tributárias devem ser feitas devagar e ainda falou sobre educação. O pré-candidato disse que, caso seja eleito, pretende focar os recursos da União no setor para o ensino médio, sinalizando redução de verba de universidades federais. “Temos de desintoxicar boa parte do que vem ocorrendo no Brasil, de formar militantes nas universidades”, disse.

“O objetivo da educação é colaborar com a economia lá na frente e não é fazer o que estamos fazendo. A universidade absorve o maior quinhão de recursos e precisamos aplicar mais no ensino médio”, completou.

Ao comentar sobre a greve dos caminhoneiros, Bolsonaro criticou a ausência dos governadores no debate, especialmente quanto a ações para reduzir o ICMS dos combustíveis. Ele disse que o ICMS hoje é um “verdadeiro estupro”.

O pré-candidato também disse que o problema tributário no setor de combustíveis envolve uma questão conjuntural. “É preciso discutir a redução do ICMS. Mas eles dizem: ah! vai quebrar os Estados. Se o Estado quebrar, é sinal de que o contribuinte já quebrou antes dele. Não adianta colocar a cabeça do brasileiro numa guilhotina para salvar os Estados”, avaliou.

Comentários

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  1. Alberto Cavalcanti

    Finalmente algum político que não é tarado por subir impostos. O senhor Bolsonaro acerta contundentemente em dizer que antes que o estado quebre, a população já quebrou. Chega de impostos, se tiver que fazer alguma coisa pra melhorar a desigualdade entre ricos e pobres, então que reduza os impostos dos pobres. Parabéns candidato! Que tenhamos mais políticos com esse simples bom senso.

    1. Estude um pouco por favor, não se trata de simplesmente aumentar impostos, trata-se de combater a regressividade dos impostos, retirando encargos da classe pobre e média,e aumentando a quem pode pagar mais. O Bolsonaro defende o status quo da regressividade nociva dos impostos no Brasil.

    2. Lembrando que não adianta nada baixar impostos dos pobres e aumentar a dívida, por isso, se for baixar do pobre tem que tirar de algum outro lugar, aí é que entra o aumento de tributação aos mais ricos, que tem dinheiro sobrando…E não adianta também falar que era só cortar privilégios, pois a maioria desses privilégios são direito adquiridos, e a constituição proíbe revertẽ-los..

    3. Alessandro já foi provado inúmeras vezes que se o Estado taxae as grandes fortunas isso gera retorno extremamentes ruins principalmente para a classe média pois são justamente os mais ricos que detém o poder de investimentos,sendo assim tributando-os as chances de haver prejuízos são altíssimos vide países europeus que triunfaram ricos e sofreram com fuga em massa de grandes empresas e investidores.