Bolsonaro divulga carta aos brasileiros e nega totalitarismo

Pré-candidato à Presidência enviou sua versão da "carta aos brasileiros" ao site O Antagonista rechaçando ideias heterodoxas e regimes totalitários

São Paulo – O deputado Jair Bolsonaro baixou o tom do discurso em uma “carta aos brasileiros” enviada com exclusividade ao site O Antagonista.

No texto, o pré-candidato afirma entender o “interesse da sociedade pela equipe de acadêmicos e profissionais que estão integrando nosso time”, em referência às notícias que têm circulado sobre seus encontros com o economista do Ipea Adolfo Sachsida.

A carta ainda diz que a equipe está sendo montada com “professores de algumas das melhores universidades do Brasil e da Europa. Indivíduos que são referência na academia, com vários papers publicados em revistas ranqueadas, com larga experiência profissional e sem máculas em seus respectivos históricos”, e que nenhum de seus membros “defende ideias heterodoxas ou apreço por regimes totalitários”.

A frase é uma mudança de tom no discurso de Bolsonaro que, no impeachment da presidente Dilma Rousseff, exaltou o coronel Brilhante Ustra, primeiro militar reconhecido como torturador da época da ditadura militar brasileira.

“Sabemos que estamos lidando com a vida e o futuro de centenas de milhões de pessoas. Assim, afirmamos que, absolutamente, todas as propostas serão pautadas pelo respeito aos contratos, respeito às leis e pelo TOTAL respeito à Constituição Brasileira”, diz ainda a carta.

O texto ainda pede que os brasileiros tenham “um pouco mais de paciência […] para que tudo seja feito de forma profissional, séria e ética”, e termina com o epíteto “Brasil acima de todos e Deus acima de tudo”.

Comentários

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  1. Maurício Oliveira

    Isso mesmo, candidato, mude o tom. Neste país temos de dançar conforme a música, e geralmente quem toca nunca é o presidente.

  2. FixPhone Assistência

    Parabéns. Esse Adolfo Sachsida é um economista liberal muito bom. E sobre a acusação de mudança de tom que a matéria faz, isso nem faz sentido. Primeiro que quando Bolsonaro exaltou o Ustra, estava se referindo à sua luta contra os grupos armados comunistas e não à economia. E segundo que, como o Bolsonaro sempre fala, são épocas diferentes: o regime militar daquela época ocorreu devido ao movimento que estava em curso em prol da instalação de uma ditadura comunista, enquanto que agora ainda temos uma razoável estabilidade democrática.

    1. E na hora de falar do apoio de Lula, Dilma e PT às ditaduras venezuelanas, cubanas, africanas, asiáticas, grupos terroristas como as FARC, ou na hora de falar sobre os atentados terroristas, assassinatos, assaltos, sequestros executados pela própria Dilma, José Dirceu, José Genoíno e cia, isso essa mídia fajuta não fala né…depois não sabem pq a mídia alternativa bomba e vcs são consultados só pra saber o preço do dólar hj e a previsão do tempo, além de vizualizar qual notícia propagandeada esquerdista do dia…rsrs

  3. Rogério Biondo da Silva

    Essa revistas Fake News só dão notícias tendenciosas e sempre contra um parlamentar honesto porque será?

  4. Fernando Araujo

    Esse discurso é o mesmo dos PeTralhas, quando era candidato e se elegeu, o pilantra do Lula era paz e amor, mas no fundo nunca deixam de ser totalitaristas e com sonhos ditatoriais, a quadrilha PeTista quase conseguiu, só iam alternando os fantoches. Resumindo, isso é discurso para ganhar votos, como todo bom político, depois de eleito azar é do povo, porque aí a coisa vai de acordo com os interesses pessoais e das quadrilhas as quais defendem e participam, resmindo: é história para boi dormir.

  5. A Abril (Exame e Veja) é de uma malandragem épica. No meio de notícia, a exame mexe no assunto Ulstra , para “justificar” a carta de bolsonaro. Que resvista medíocre !

    É melhor JAIR se acostumando !

  6. leonam oliveira

    Bolsonaro2018