Bolsonaro critica exigência de curso contra assédio em edital de concurso

Para o presidente, temas como assédio moral e sexual e diversidade "é questão de educação, ninguém precisa fazer curso nesse sentido"

Brasília — O presidente Jair Bolsonaro resolveu dar um ‘conselho’ para quem tem interesse em prestar concurso público no País. Ao criticar a exigência de cursos de diversidade e prevenção ao assédio em edital para vaga de assistente técnico da Previ, voltada para funcionários do Banco do Brasil, Bolsonaro disse que quem entrar na Justiça contra o requisito “vai ganhar”. Ele deixou claro que está atuando junto ao BB para acabar com este tipo de exigência nos próximos editais.

Bolsonaro falou sobre o assunto durante transmissão ao vivo feita nesta quinta-feira (7) em redes sociais, ao lado do porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

Ao comentar o episódio, que mencionou como “curiosidade”, Bolsonaro criticou o fato de a instituição abrir concurso para a vaga de assistente técnico.

“Olha só o nível de aparelhamento que existe no Brasil”, comentou. Ele também questionou a exigência dos cursos de diversidade e prevenção ao assédio moral e sexual, alegando que isso “é questão de educação, ninguém precisa fazer curso nesse sentido”.

Bolsonaro contou, ainda, que ligou para o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para confirmar a informação. “Ele confirmou que o edital é verdadeiro, mas vigorou até 1º de março. Nos futuros editais não teremos mais essa obrigatoriedade”, continuou.

Ele disse que vai tentar interceder “para que se evite isso” e para abrir um novo prazo para aqueles que não possuem os cursos mencionados, mas, como alternativa, sugeriu que as pessoas entrem na Justiça contra a exigência.

“Um conselho que dou a vocês. Se por ventura alguém for aprovado em um concurso que for exigido esse diploma, tu pode entrar na Justiça que tu vai ganhar.”

“E aí, o que que você acha, está preparado para fazer concurso?”, questionou Bolsonaro ao porta-voz, Rêgo Barros, que estava ao seu lado. Todos riram.

Ele também fez a pergunta ao ministro do GSI, que respondeu aos risos que considera fazer o curso. “A gente está rindo, mas não pode ser assim, pelo amor de deus”, finalizou Bolsonaro.