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Bolsonaro cancela ida a Davos; Porta dos Fundos censurado; Pátria leva rodovia paulista por R$ 1,1 bi

Bolsonaro cancela ida a Davos

O presidente Jair Bolsonaro cancelou a sua ida este mês ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, decisão que envolveu um somatório de fatores de segurança, econômicos e políticos disse nesta quarta-feira o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, em briefing à imprensa nesta quarta-feira. O porta-voz rechaçou que a decisão decorra apenas de aspectos de segurança, diante da tensão internacional após a escalada no conflito entre os Estados Unidos e o Irã. “Não há qualquer ligação com o fato que ocorreu no Oriente Médio”, disse o porta-voz, um dia após bases que abrigam militares norte-americanas no Iraque terem sido alvo de ataques do Irã como resposta à morte do comandante militar iraniano Qassem Soleimani.

Porta dos Fundos censurado

O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, determinou nesta quarta-feira (08) imediata suspensão do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A primeira tentação de cristo”, disponível na Netflix. A decisão foi tomada em ação impetrada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Em primeira instância, a justiça havia negado a suspensão, afirmando que “juiz não é crítico de arte”. O episódio censurado é uma sátira, em que Jesus (Gregorio Duvivier) está prestes a completar 30 anos e é surpreendido com uma festa de aniversário quando voltava do deserto acompanhado do namorado, Orlando (Fabio Porchat).

Coaf no Banco Central

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos a lei que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central. A lei, publicada na edição desta quarta-feira no Diário Oficial da União também trata da reestruturação do órgão. O Coaf é uma unidade de inteligência financeira do governo que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. As mudanças já vigoravam através de uma medida provisória publicada pelo governo no ano passado, que foi aprovada pelo Congresso. A MP original previa a alteração do nome do órgão para Unidade de Inteligência Financeira (UIF), mas parecer do relator, deputado Reinhold Stephanes Júnior (PSD-PR), manteve o nome atual.

Pátria leva rodovia paulista por R$ 1,1 bi

O consórcio formado por Pátria Investimentos e o fundo soberano de Cingapura venceu nesta quarta-feira leilão das Rodovias Piracicaba-Panorama, no Estado de São Paulo, oferecendo outorga de 1,1 bilhão de reais e superando o grupo Ecorodovias, que ofereceu 527 milhões de reais. O lance mínimo do leilão era de 15 milhões de reais. O leilão realizado na B3 envolve 1.273 quilômetros de estradas e segundo o governo paulista representou a maior malha já licitada em um único lote no país. Representantes do Pátria não comentaram a vitória e não foi possível contatar o representantes do GIC. O grupo de investimento havia tentado obter a concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS) em leilão do governo federal no final do ano passado, oferecendo deságio de 38,7% em tarifa de pedágio, mas acabou perdendo a disputa para a CCR. Em 2017, o Pátria venceu leilão da Rodovias Centro Oeste Paulista, com lance de cerca de 900 milhões de reais e ágio de 131%.

Petrobras veta navios no estreito de Ormuz

A Petrobras Distribuidora e a operadora estatal saudita de petroleiros Bahri suspenderam temporariamente o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz depois que o Irã atacou duas bases militares usadas pelos Estados Unidos no Iraque, segundo relato feito nesta quarta-feira pela agência de notícias do índice Dow Jones, da bolsa de valores de Nova York. Um comunicado do operador a corretores diz que a Petrobras Distribuidora suspendeu o tráfego porque as tarifas diárias de transporte para petroleiros muito grandes no estreito aumentaram cerca de US$ 20 mil na noite desta terça, chegando a US$ 130 mil. “Se a suspensão do trânsito for prolongada, as taxas de transporte dispararão”, comentou um executivo do setor na Europa à Agência Efe.

Ghosn acusa Nissan e governo japonês

Em sua primeira aparição pública desde que fugiu do Japão, o ex-presidente da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, disse nesta quarta-feira que é inocente de todas as acusações feitas pela Justiça japonesa e voltou a creditar sua prisão a um complô feito entre executivos da Nissan e o governo japonês. De acordo com o executivo brasileiro, que também tem cidadania libanesa, a redução do desempenho da Nissan, no início de 2017, causou uma perseguição contra ele. Além disso, os executivos japoneses queriam mais autonomia nas decisões da montadora e a solução, segundo Ghosn, foi tirá-lo. “Eles acharam que tudo melhoraria, mas não foi isso que aconteceu”, afirmou. “Eles queriam virar a página Ghosn, e conseguiram. Agora há menos tecnologia, menos inovação e a companhia perdeu valor de mercado”, disse. Ghosn também disse que fugiu porque estava tendo seu direito de defesa cerceado no Japão. Nesta quinta-feira, Ghosn deu depoimento à justiça libanesa. 

Twitter suspende Maduro

O Twitter suspendeu mais de uma dezena de contas associadas ao governo e aos militares da Venezuela, incluindo o Ministério do Petróleo e o comando operacional das Forças Armadas. Autoridades criticaram a medida logo depois que as contas foram primeiramente suspensas, na terça-feira, sem explicação ou qualquer anúncio do Twitter. Algumas das contas inicialmente suspensas, incluindo as do Banco Central e do Ministério das Finanças, foram restauradas posteriormente. “Alerta! Povo da Venezuela, o governo opressivo dos EUA bloqueou a conta do Twitter do CEOFANB e outros”, escreveu o comandante militar Remigio Ceballos no Twitter, referindo-se ao comando operacional estratégico das Forças Armadas Bolivarianas.

Adeus família real

O príncipe Harry e sua mulher, Meghan, anunciaram nesta quarta-feira que irão abandonar suas funções do primeiro escalão como membros da família real britânica, para passarem mais tempo na América do Norte. “Temos a intenção de nos aposentarmos como primeiro escalão da família real e trabalhar para adquirir independência financeira, sem deixar de apoiar plenamente Sua Majestade a Rainha”, explicou o histórico comunicado do Palácio de Buckingham. “Depois de muitos meses de reflexão e discussões internas, escolhemos iniciar uma transição neste ano e começar a criar progressivamente um novo papel dentro desta instituição”, acrescentaram.