Como foi a votação que tornou Dilma ré no impeachment

Se a maioria simples dos senadores aprovar o parecer, Dilma irá para julgamento final. Caso contrário, o processo é arquivado e ela volta à presidência.

Brasília/São Paulo – O plenário do Senado aprovou já na madrugada de quarta-feira (10) o encaminhamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) ao julgamento final por crimes de responsabilidade em seu processo de impeachment

Foram quase 17 horas de sessão, que definiu em a aprovação por completo do parecer de pronúncia do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG). Foram apresentados quatro destaques, dois dos quais tiveram votação de 59 a 21 e dois 58 a 22, sempre pela manutenção do texto.

Aprovadas as denúncias, fica a acusação intimada a oferecer em 48 horas o libelo acusatório (resumo das acusações) e rol de testemunhas nos termos aprovados na sessão de hoje.

A defesa entrega seu documento de contraposição 48 horas depois da acusação. Veja aqui os próximos passos.

Acompanhe como foi a sessão ao vivo e bastidores da votação abaixo. 

10/08/2016 – 02:39

O resultado do último destaque

Mais um 59 a 21, referente a mais um dos decretos de crédito suplementar.

Aprovadas as denúncias, fica a acusação intimada a oferecer em 48 horas o libelo acusatório (resumo das acusações) e rol de testemunhas nos termos aprovados na sessão de hoje.

A defesa entrega seu documento de contraposição 48 horas depois da acusação.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, encerra a sessão.

10/08/2016 – 02:32

Carta aos brasileiros, o retorno

Dilma Rousseff se reunirá amanhã às 9h30 com senadores aliados para discutir carta que chamará novas eleições.

Alguns deles acreditam que a presidente perdeu o timing e já deveria estar com a carta pronta. Ainda assim, pretendem comparecer.

10/08/2016 – 02:28

Acir Gurgacz mudou voto

A votação do destaque do Decreto 27/7/15, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) votou por Dilma, dando mais um 58 a 22.

Questionado se isso representa mudança de voto lá na frente, diz: “Não. Lá na frente é outro momento, outra discussão. Tudo vai ser debatido novamente”.

10/08/2016 – 01:57

Senador Ivo Cassol errou o último voto

De acordo com Romero Jucá (PMDB-RR), o senador ivo Cassol (PP-RO) votou errado na aprovação do texto de Anastasia sobre as pedaladas fiscais. O parlamentar pretendia um “sim”, mas apertou o “não”.

Esse foi o voto que deu a diferença em relação às votações anteriores, de 59 votos favoráveis para 58.

Cassol, por sua vez, minimizou a falha e disse que votou por entender que o Plano Safra foi um “êxito” e que votou “pelo povo”. 

10/08/2016 – 01:48

No destaque a respeito das pedaladas fiscais…

Mais uma aprovação, dessa vez por 58 a 22. Está mantida a resolução da pronúncia sobre as pedaladas fiscais.

10/08/2016 – 01:25

Senado aprova parecer e Dilma vira ré no impeachment

Na votação sobre o parecer de Anastasia, 59 senadores votaram pelo “sim” e 21 pelo “não”.

Está aprovado o parecer, ressalvados os destaques. Agora se votam o segundo, terceiro e quarto destaques.

Senado aprova jugalmento e Dilma vira ré no impeachment

10/08/2016 – 01:06

Estes são os destaques em votação

Senadores Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Aloysio Nunes e Ronaldo Caiado apresentam primeiro destaque, composto pelas preliminares. Foram 59 votos pelo “sim” e 21 votos “não” pela manutenção do relatório.

Os outros destaques e oradores vão abaixo.

10/08/2016 – 00:44

Lá vamos nós…

Serão cinco votações, com cinco minutos para dois favoráveis e dois contrários em cada questão. Voltam os mesmos argumentos usados ao longo do dia.

10/08/2016 – 00:18

Hora da votação

Cardozo termina a defesa e Lewandowski volta a conduzir.

Serão lidos quatro destaques. Cada um será votado, aprovando ou rejeitando o texto do parecer de Antonio Anastasia em temas específicos.

10/08/2016 – 00:06

Enquanto isso…

Três assuntos dominam o Twitter: #MasterChefBR, Michael Phelps e #SimPeloImpeachment são os três principais Trending Topics no momento, nessa ordem. O impeachment, porém, foi lembrado pelos internautas apenas no período noturno. Não teve destaque ao longo do dia.

09/08/2016 – 23:56

Sessão completa 14 horas e senadores demonstram cansaço

Após completar 14 horas de sessão, o plenário está cheio. A maioria dos senadores demonstra cansaço. Tudo indica que sessão terminará por volta de 1h30 (de Brasília). 

09/08/2016 – 23:53

Segue a defesa

Cardozo diz que para que o impeachment pudesse seguir, seriam necessárias as provas para a materialidade do processo, algo que ele acusa Reale Jr e o relator Antonio Anastasia de não terem. 

“Quando o acusador foge do debate, é porque não poderia o enfrentar”

09/08/2016 – 23:48

Começa a defesa

Fala agora pela defesa de Dilma o ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo. Ele tem 30 minutos.

09/08/2016 – 23:29

Segue a acusação

Reale Jr. diz que o Orçamento é um espelho do que o país pode fazer do ponto de vista econômico e não pode ser violado.

A transparência na execução e seu acompanhamento pelo Congresso significam, de acordo com ele, a democracia.

“Isso mostra a gravidade do que ocorreu”, afirma. “Não é um ato isolado, é uma conduta praticada ao longo dos anos”.

09/08/2016 – 23:20

Senadores voltam do recesso e Miguel Reale toma palavra

Depois de 30 minutos de intervalo, o jurista Miguel Reale Jr, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, toma a palavra.

Ele começa o discurso lembrando dos movimentos de rua que pediram, ao longo do ano passado, o fim do governo Dilma. 

“O equilíbrio fiscal foi quebrado”, diz.

09/08/2016 – 23:13

Renan Calheiros, a Tia Augusta do Senado

A sessão de pronúncia do impeachment de Dilma rendeu um novo apelido a Renan Calheiros. O presidente do Senado está sendo chamado por alguns senadores de “Tia Augusta.”

Ao longo da sessão, Renan aproveitou que já tinha passado o bastão do comando do Senado para Lewandowiski e levou dois grupos de parlamentares ao Palácio do Planalto.

Tia Augusta era dona de uma agência de turismo que realizava excursões para os Estados Unidos nos anos 90.

09/08/2016 – 22:40

Bate-boca

Senadores debatem sobre intervalo. Apoiadores de Dilma querem ao menos 1 hora de intervalo, oposicionistas querem seguir.

Lewandowski, como presidente, opta por 30 minutos de pausa.

09/08/2016 – 22:32

Aécio desfaz acordo

Segundo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a sessão se adiantou em relação ao previsto e não houve concordância de todos os líderes para a suspensão.

Sessão, portanto, deve continuar até o fim.

09/08/2016 – 22:24

Interrupção é proposta

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) propõe, após acordo entre senadores, que a sessão seja suspensa para amanhã.

A ideia foi antecipada neste blog, pelo repórter de Brasília, Marcelo Ribeiro. À tarde, era o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que afirmava que aceitou o acordo proposto por Aécio Neves para suspender a sessão.

A ideia é interromper às 23h e retomar a reunião amanhã de manhã, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros, queria concluir votação sem interrupção.

09/08/2016 – 22:24

Terminam os discursos

Agora é a fase de contraposição de acusação e defesa, cada um com 30 minutos de fala.

Pela acusação, fala agora o jurista Miguel Reale Jr.

09/08/2016 – 22:16

Gleisi Hoffmann: Temos que suspender a sessão às 23h

Ao sair do plenário para se preparar para os destaques, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) reforçou que a sessão precisa ser suspensa para poupar os parlamentares. “Estamos muito cansados. Temos que suspender a sessão às 23h”. Mesmo com a previsão de término prevista para 1h (de Brasília), a petista afirmou que voltará a pedir para o ministro Ricardo Lewandowski que suspenda a sessão. 

09/08/2016 – 21:30

Um a menos

O senador Dário Berger (PMDB-SC) entrega texto por escrito e dá seu pronunciamento como feito. Menos um na grande fila de senadores.

09/08/2016 – 21:18

Planalto centraliza atenção em voto de Renan

Ministros próximos do presidente interino Michel Temer admitem que as atenções do Palácio do Planalto estão concentradas no voto do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL).

Na primeira votação da Casa, o peemedebista preferiu se abster e alegou que presidia a sessão. Hoje, porém, quem preside a sessão é Lewandowski e Renan participa como um senador qualquer. A pergunta que não quer calar é: Será que ele vota?

09/08/2016 – 20:22

Raimundo Lira dá sinais de que votará por impeachment

Apontado como um dos indecisos sobre o impeachent de Dilma (PT), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) deu novos sinais de que votará a favor do afastamento definitivo da petista. O peemedebista afirmou que os aliados de Dilma precisam aprender a aceitar a estratégia alheia na política, “Se alguém se inscreveu para falar e desistiu para que a votação ocorra mais rápido, é um direito do parlamentar”. Para ele, a votação deve ser concluída entre meia-noite e 1h.

09/08/2016 – 19:55

Jucá: Lula pode vir, mas não terá força para reverter votos

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) minimizou uma eventual viagem do ex-presidente Lula a Brasília para tentar reverter votos. “Lula pode vir, mas não terá força para reverter votos. DIlma não tem a menor condição de voltar ao poder. Seria um cataclismo”. Para ele, a votação termina nesta terça-feira (9) antes da meia-noite.

09/08/2016 – 19:33

Veja trecho da fala de Fernando Collor

09/08/2016 – 19:30

Lula vem a Brasília amanhã para conversar com senadores

O senador Humberto Costa (PT-PE) lamentou a estratégia dos aliados de Temer para dar celeridade à votação da sessão de pronúncia do impeachment da presidente Dilma.

O petista, porém, é categórico ao afirmar que “ninguém jogou a toalha” sobre julgamento final. De acordo com ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá a Brasília nesta quarta-feira (10) para se reunir com senadores e deputados.

O encontro deve ocorrer às 19h.

09/08/2016 – 19:23

Faltam 20

Lindbergh Farias (PT-RJ) termina agora sua fala no plenário como senador número 27. São 47 inscritos até o momento.

Pelas contas, serão ao menos mais 3h15 de discursos dos parlamentares, mais fala de 30 minutos de acusação e defesa, além de quatro representantes de favoráveis e contrários, com cinco minutos cada.

Por volta de 0h30, portanto, haverá a votação.

09/08/2016 – 19:09

Julgamento final não terá sessões no final de semana

Em conversa reservada com senadores, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que não pretende fazer sessões do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no fim de semana.

A afirmação derruba os rumores de que haveria sessão nos dias 27 e 28 de agosto. O presidente do STF argumentou que não houve sessão no final de semana no Senado, nem mesmo na comissão especial do impeachment. 

09/08/2016 – 18:59

Do lado de fora

Um pequeno grupo  manifesta em frente ao Congresso. Esta é a vista que os senadores têm quando passam pelo Salão Azul: 

09/08/2016 – 18:38

Para Grazziotin, é uma vergonha postura de aliados de Temer

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) classifica como vexatória a postura dos aliados do presidente interino,  Michel Temer. Para ela, é vergonhoso que parlamentares estejam abrindo mão de suas falas apenas para acelerar o processo. Ela estima que a votação termine por volta de meia noite

09/08/2016 – 18:10

Expectativa é de que votação comece por volta de 1h

Com série de desistências na fila do discurso, a sessão, que estava prevista para terminar somente na manhã da próxima quarta-feira, deve se findar no início da madrugada. A expectativa é de que a votação comece por volta de 1h. 

09/08/2016 – 17:56

Intervalo logo mais

Depois do discurso da senadora Vanessa Grazziotin, senadores terão recesso de 20 minutos. Vários deputados estão desistindo de seus discursos para agilizar o andamento do processo – que, nessa toada, pode ser votado ainda hoje. 

Vanessa abre seu discurso afirmando que “hoje é um dia triste para a nação brasileira”. 

09/08/2016 – 17:45

A responsabilidade é inseparável da democracia, diz Collor

O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), que sofreu um impeachment, acaba de subir à tribuna.

“Reconheço que na gestão do país dos últimos anos, houve infrações legais. Portanto, há elementos determinantes de um crime de responsabilidade”, afirma. “A responsabilidade é inseparável da democracia”. 

“Mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas”, diz. 

09/08/2016 – 16:54

Nos bastidores

De acordo com interlocutores, Dilma está fazendo alterações em sua carta aberta e pode ser divulgada depois do previsto.

No documento, que seria publicado nesta quarta-feira (10), a presidente afastada defenderá um plebiscito pela antecipação das eleições.

Segundo aliados da petista, ela deve incluir novamente os termos “golpe” e “golpista” no texto. Dilma havia retirado as palavras por recomendação do senador Cristovam Buarque, quando ele ainda demonstrava indecisão sobre seu voto no processo de impeachment.

Como o senador sinalizou que votará a favor do afastamento definitivo de Dilma, sua opinião não seria mais considerada.

09/08/2016 – 16:28

09/08/2016 – 15:04

Aécio Neves (PSDB-MG) com a palavra

O senador fala em nome de todo o partido – os outros 6 oradores abriram mão da palavra.

Ele é o quinto a discursar. 

09/08/2016 – 15:02

Nos bastidores

Enquanto voltava ao plenário, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) foi parado por uma moça que trabalha na limpeza do Senado.

Ela pediu que ele votasse contra o impeachment de Dilma. Em resposta, ele disse baixinho: “não dá, porque se voltar, ela não terá como governar. Espero que me entenda”.

09/08/2016 – 14:41

Senadora Fátima Bezerra (PT-RN) com a palavra. 

09/08/2016 – 14:41

Mudança de posição

O senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-ministro do governo Dilma Rousseff, afirmou que os parlamentares podem mudar de posição na votação da pronúncia do afastamento de Dilma na Casa.

“Temos que sempre pressupor de que no curso do processo os senadores, que atuam como juízes, podem se convencer de alguns elementos e podem mudar de posição. (Que) tanto os que votaram pela admissibilidade não votem pela pronúncia e ao contrário, isso é próprio do processo”, afirmou Monteiro à TV Senado, quando perguntado se Dilma conseguiria manter os 22 votos contra a continuidade do processo. 

Senadores podem mudar de posição, diz Monteiro

09/08/2016 – 14:36

Em defesa de Dilma

Senador Paulo Paim (PT-RJ) com a palavra.

09/08/2016 – 14:31

Nos bastidores

Cássio Cunha Lima admite nos bastidores que apenas Aécio Neves falará pelo PSDB. Segundo o tucano, o objetivo é dar celeridade a sessão de pronúncia do processo de impeachment. 

09/08/2016 – 14:28

José Medeiros com a palavra

O parlamentar é o primeiro senador inscrito a falar – ele terá até dez minutos para fazer suas considerações. 

09/08/2016 – 14:25

Lewandowski fala sobre ideia de suspender a sessão

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, disse que a sessão não deve ser suspensa a menos que haja consenso entre as lideranças partidárias. 

09/08/2016 – 13:46

O que diz o senador Dalírio Beber sobre a possível suspensão

09/08/2016 – 13:28

Nos bastidores

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirma que aceitou o acordo proposto por Aécio Neves para suspender a sessão. A ideia é interromper às 23h e retomar a reunião amanhã de manhã.

O petista afirma, porém, que Renan Calheiros estaria resistente a essa possibilidade. O presidente do Senado quer concluir votação sem interrupção.

09/08/2016 – 13:10

Senadores farão pausa de 1 hora

Primeira etapa da sessão é concluída. Senadores, agora, fazem intervalo para almoço. 

09/08/2016 – 12:52

Renan não confirma se irá se abster

Antes de entrar no plenário, Renan manteve o mistério sobre a possibilidade de se abster na votação da pronúncia do processo de impeachment de Dilma. Mesmo sendo pressionado pelo Palácio do Planalto, o presidente do Senado estaria pensando em se abster. A interlocutores, ele tem dito  que pretende se posicionar apenas no julgamento final.

09/08/2016 – 12:44

Renan retorna ao plenário

Após participar de evento com Temer, Renan Calheiros está de volta ao plenário. A tempo de ouvir Anastasia. Após a fala do tucano, deve ocorrer o primeiro intervalo para almoço.

09/08/2016 – 12:44

Veja a íntegra do parecer final do senador Anastasia

Documento aprovado na semana passada pela comissão especial de impeachment será apreciado hoje pelo plenário do Senado. No texto, o relator do processo, Antonio Anastasia, afirma que “a gravidade dos fatos constatados não deixa dúvidas quanto à existência não de meras formalidades contábeis, mas de um autêntico ‘atentado à Constituição´”. 

Relator diz que Dilma feriu Constituição; leia parecer final

09/08/2016 – 12:34

Lewandowski concede a palavra ao relator Anastasia

Após rejeitar todas as questões de ordem, Lewandowski concede a palavra ao relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG). Ele terá 30 minutos para se expressar. Começa dizendo que hoje é um dia “histórico”.

09/08/2016 – 12:23

Lewandowski rejeita questões que pedem suspensão do processo

Após todas as questões de ordem apresentadas pelos senadores, Lewandowski rejeita os pedidos de suspensão do processo para esperar os resultados da delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

09/08/2016 – 12:02

Lindbergh defende Dilma e afirma que estão blindando Temer

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) voltou a dizer que Dilma não cometeu crime de responsabilidade. Além disso, o petista afirmou que é um escândalo a tentativa de blindar o presidente interino Michel Temer (PMDB). Ele se refere ao depoimento do empresário Marcelo Odebrecht em delação premiada. O empresário teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro ao PMDB, em 2014, a pedido de Temer.

09/08/2016 – 11:58

Lewandowiski diz que não deliberará sobre questões decididas

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, disse que permitirá que os senadores exponham suas questões, mas reforçou que não deliberará preliminares já decididas no processo.

09/08/2016 – 11:54

Aécio Neves pede bom senso aos colegas senadores

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fala pela primeira vez e afirma que preliminares já foram resolvidas anteriormente. O tucano pede bom senso dos colegas e que não atrapalhem o andamento da sessão. 

09/08/2016 – 11:05

Magno Malta arranca risos ao chamar Randolfe de Harry Potter

Não é segredo para ninguém que o senador Magno Malta (PR-ES) costuma fazer citações bem-humoradas durante as sessões. Ao criticar os oposicionistas, Malta se referiu ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como “Harry Potter”. Senadores da oposição e da situação não seguraram o riso. Na semana passada, ele “homenageou” a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) com uma música de Roberta Miranda: “Vá com Deus, vá com Deus”, cantarolou.

09/08/2016 – 11:05

Os senadores permanecem apresentando questões de ordem. 

09/08/2016 – 10:50

Quem são os senadores inscritos para falar na sessão de hoje

Cada um deles terá até dez minutos para discursar. 

1. Senador José Medeiros
2. Senador Paulo Paim
3. Senadora Fátima Bezerra
4. Senador Gladson Cameli
5. Senador Ricardo Ferraço
6. Senador Ataídes Oliveira
7. Senador Wellington Fagundes
8. Senadora Lúcia Vânia
9. Senador Telmário Mota
10. Senador Cidinho Santos
11. Senador José Agripino
12. Senador Ronaldo Caiado
13. Senador Aloysio Nunes Ferreira
14. Senador João Capiberibe
15. Senador Hélio José
16. Senadora Rose de Freitas
17. Senador Cássio Cunha Lima
18. Senadora Simone Tebet
19. Senador Cristovam Buarque
20. Senadora Kátia Abreu
21. Senador Reguffe
22. Senador Paulo Rocha
23. Senador Randolfe Rodrigues
24. Senadora Vanessa Grazziotin
25. Senador Fernando Collor
26. Senador Eunício Oliveira
27. Senador Valdir Raupp
28. Senador Alvaro Dias
29. Senadora Angela Portela
30. Senador Armando Monteiro
32. Senador Roberto Muniz
33. Senador José Aníbal
34. Senador Lasier Martins
35. Senadora Ana Amélia
36. Senadora Regina Sousa
38. Senador Humberto Costa
41. Senador Lindbergh Farias
42. Senador Benedito de Lira
44. Senador Magno Malta
54. Senador Wilder Morais
55. Senador Romero Jucá

09/08/2016 – 10:32

O que acontece se a maioria votar “sim”

Se o Senado decidir encaminhar o processo para a etapa final, o ministro Ricardo Lewandowski deverá marcar o dia para o julgamento – a previsão é de começar no dia 25 de agosto.

Nessa etapa, os senadores são chamados ao microfone para responder à seguinte questão: “Cometeu a acusada Dilma Vana Rousseff os crimes que lhe são imputados, e deve ser ela condenada à perda de seu cargo e à inabilitação temporária, por oito anos, para o desempenho de qualquer função pública, eletiva ou de nomeação?”.

Se dois terços responderem sim, Dilma é afastada definitivamente do cargo e fica inelegível por oito anos. Se não, ela é absolvida das acusações e reassume o posto.

09/08/2016 – 10:16

Questões de ordem

O ministro Ricardo Lewandowski decide responder imediatamente as questões de ordem que forem mais “simples”.

09/08/2016 – 10:13

Embate

Os senadores debatem sobre as questões de ordem. 

“Nós não podemos nem sequer tirar dúvidas no plenário num processo tão importante?”, afirma a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

09/08/2016 – 09:59

Pausas

De acordo com Lewandowski, a sessão será suspensa às 13h e retomada às 14h.

Posteriormente, a reunião será suspensa às 18h e retomada às 19h. 

09/08/2016 – 09:51

Presidente do STF com a palavra

Fala o ministro Ricardo Lewandowski.

Ele descreve as regras da sessão.

09/08/2016 – 09:45

Início de sessão

Após 45 minutos de atraso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abre a sessão.

Ele passará o comando para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.

09/08/2016 – 09:45

Interlocutores de Dilma lamentam perda de aliados

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) acreditam que a sessão será “marcada por debates acalorados.”

De acordo com senadores próximos a Dilma, a petista pode atingir menos do que os 22 votos conquistados na votação de admissibilidade do processo, realizada em maio.

Mesmo tentando esconder o pessimismo, eles lamentam a perda de aliados importantes, como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Até o momento, a estratégia de reverter votos não deu certo.

09/08/2016 – 09:39

A voz da defesa

“As acusações contra Dilma são absurdas e não se sustentam”, disse o ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo à TV Senado. 

“Siga a democracia, siga a lei e faça-se justiça. E fazer justiça, neste momento, significa absolver Dilma Rousseff”.  

09/08/2016 – 09:31

Jucá aposta: “Pelo menos 58 votam a favor do impeachment”

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) demonstra otimismo sobre a continuidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Ele aposta que “pelo menos 58 senadores” votarão para que Dilma seja julgada no final deste mês no Senado.

09/08/2016 – 09:19

Senadores inscritos

Até agora, 55 senadores já se inscreveram para discursar na sessão de hoje.

Cada parlamentar poderá falar por até dez minutos e outros poderão se inscrever ao longo da sessão.

09/08/2016 – 09:10

Como será a sessão de hoje

Com a presença de pelo menos 41 senadores em Plenário, o presidente do Senado, Renan Calheiros, abrirá a sessão e logo em seguida passará o comando para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.

O primeiro a falar será o relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), que terá 30 minutos para apresentar um resumo do relatório aprovado pela comissão.

A partir daí, os 80 senadores poderão discursar por até 10 minutos cada. Em seguida, a acusação e a defesa terão até 30 minutos para argumentações.

Antes da votação, que será realizada por meio do painel eletrônico, dois senadores favoráveis ao julgamento de Dilma e dois contrários terão direito a cinco minutos cada para encaminhar voto.

Depois disso, todos deverão votar em cada um dos quatro fatos que formam a denúncia: três decretos de créditos suplementares e as “pedaladas fiscais”.

Para ser considerada inocente, Dilma Rousseff precisa ser absolvida de todas as acusações.

09/08/2016 – 09:05

Veja a íntegra do documento que pede o impeachment de Dilma

09/08/2016 – 09:00

Opinião

Para o cientista político e professor da PUC-SP, Pedro Arruda, a votação de hoje é decisiva. “É o momento que pode definir se ela será absolvida ou não”, diz. 

Na análise de Arruda, o termômetro político indica que a presidente afastada não tem força para barrar a votação de hoje.

No entanto, se ela for para o julgamento final, o cenário ainda é incerto. “É imprevisível saber se dois terços da Casa [54 dos 81 senadores] votarão a favor da condenação de Dilma”, afirma o cientista político.