Anistia Internacional: Cúpula das Américas deve priorizar direitos humanos

Entidade pediu que tema seja tratado como "prioridade" na declaração final do encontro de líderes do continente

A partir de amanhã (13), a 8ª Cúpula das Américas reunirá, pelo menos, 20 chefes de Estado e de Governo e vários vice-presidentes e chanceleres de toda América em Lima, no Peru. O encontro vai até sábado (14) e o tema será a “Governabilidade democrática frente à corrupção”.

Por solicitação da Anistia Internacional, os líderes regionais devem debater a questão da proteção dos direitos humanos colocando o tema como “prioridade” na declaração final. Também a pedido da organização, devem ser tomadas “medidas urgentes” sobre o assunto.

“Os direitos humanos nas Américas experimentaram um retrocesso alarmante nos últimos anos: desde as políticas discriminatórias impulsionadas pelo Governo de Donald Trump até a repressão violenta de manifestações em Honduras e na Venezuela”, manifestou a diretora para as Américas da América Latina da Anistia Internacional, Erika Guevara Rosas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, não participarão do encontro. Trump será substituído pelo seu vice-presidente, Mike Pence; já o líder venezuelano teve o convite para o evento retirado.

Em carta aberta dirigida aos líderes presentes à cúpula, a Anistia Internacional indicou uma série de problemas “mais urgentes”, como a crise deflagrada pelos refugiados na Venezuela e na América Central, o discurso “retrógrado” sobre direitos humanos, as dificuldades de acesso à Justiça e a luta contra a impunidade.

Ao apresentar o cenário que considera urgente, a Anistia Internacional fez um alerta: “Perante a crescente demonização das comunidades em situação de risco e os defensores e defensoras dos direitos humanos, os dirigentes regionais têm a obrigação de tomar medidas urgentes para proteger os direitos humanos de toda a população. Deixar de fazer isso em um momento crítico como este colocaria em perigo a vida de milhões de pessoas”.

Na carta, a organização também destacou problemas relacionados aos direitos dos povos indígenas, à igualdade sexual e de gênero, e ao uso excessiva da força contra manifestantes.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s