Alunos do colégio de Fortaleza queriam fazer novo Enem

Com a notícia que eles não terão contadas as 13 questões anuladas confirmada pelo Tribunal Regional Federal e não farão novas provas, os alunos se queixaram

São Paulo – Os alunos do Colégio Christus sede Dionísio Torres, em Fortaleza que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro, estavam preparados para fazer novo exame nos dias 21 e 22 deste mês. Com a notícia que eles não terão contadas as 13 questões anuladas confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região de Recife PE) e não farão novas provas, os alunos se queixaram.

“Acho uma injustiça. Estava preparada para exame novo exame, mesmo sendo muito cansativo”, disse Mariana Alcântara, que fez o Enem pela segunda vez. “O Enem é um exame bem calibrado. Estudei bastante, mas agora com esta notícia nos tira um pouco o ânimo”, destacou.

Outro aluno garantiu que se fosse para os 639 alunos do Christus fazerem novamente o Enem “era batata. O aluno Christus é completo”, disse fazendo alusão ao slogan do Christus: “O Colégio Completo”.

Hoje os alunos do Christus receberam uma carta do advogado João Quevêdo Ferreira Lopes. Na carta com o título “A Bem da Verdade – A Farsa do Enem”, o advogado diz que “a culpa é do órgão idealizador das questões. Não deveriam os responsáveis pela aplicação do exame reproduzir questões já tornadas públicas. Todo colégio tem interesse em ver seus alunos aprovados. Se o interesse do colégio fosse burlar o vestibular, bastaria determinar que, de 15 alunos, cada um decorasse um quesito. Não é lógico”, questiona o advogado. Ele continua a carta afirmando que “Não sendo assim necessário guardar os pré-testes”.


O advogado defende processo contra o administradores do Enem, “pois todo ano é a mesma coisa, a reprise de um mesmo filme, que já está ficando cansativo: a incapacidade e a incompetência dos responsáveis (ou seriam irresponsáveis?) pela aplicação das questões-teste do Enem”.

João Quevêdo diz ainda em sua carta aos alunos do Christus: “Ante as célebres e inolvidáveis trapalhadas ocorridas quando da aplicação do exame do Enem nos dois últimos anos, não seria mais apropriado chamá-lo de Vexame Nacional do ensino Médio?”.

E ele encerra a carta recorrendo a Rui Barbosa: “A propósito, lembram-me aqui as sábias palavras de Rui Barbosa: “Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz cobarde”.