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Incêndio em Bangladesh, alerta de barragem fecha rodovia em MG, conversa de Onyx e Bolsonaro e mais …

Rodovia fechada em Minas

Um trecho de 15 quilômetros da rodovia BR-356, no trecho que dá acesso às cidades mineiras de Itabirito, Ouro Preto e Mariana, foi fechado na noite desta quarta-feira 20, após aumento no nível de alertas da barragem Vargem Grande, da mineradora Vale, em Nova Lima. Após sirenes tocarem, moradores da região foram retirados de suas casas e a rodovia interditada do km 35 até o km 50. Também nesta quarta, a Justiça mineira concedeu liminar determinando que a mineradora adote medidas emergenciais para garantir a segurança da população de Itabirito, em eventual rompimento das barragens de Forquilha I, II e III. A decisão foi em resposta à Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Conversa vazada?

Um diálogo entre o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) mostra que Onyx teria sido encarregado de procurar o ex-ministro Gustavo Bebianno, demitido na segunda-feira, 18, para apaziguar as relações entre o governo e o ex-coordenador da campanha presidencial do PSL. A conversa teria sido ouvida através de um telefonema aparentemente acidental de Onyx a um repórter do jornal O Globo, segundo a publicação. Na conversa, Bolsonaro demonstra preocupação com o pagamento por processos judiciais em que Bebianno representa o presidente como advogado. “Se ele (Bebianno) me cobrar individualmente o mínimo, eu to f… Tem que vender uma casa minha para poder pagar”, diz o presidente.

Celso enquadra homofobia

Relator de uma das ações que pretende criminalizar a homofobia, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira, 20, para que haja equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo. O decano finalizou o primeiro voto no julgamento, que foi iniciado na semana passada. O próximo a se manifestar é o ministro Edson Fachin, relator do outro processo em análise pelo plenário, que deve ler seu voto na sessão desta quinta-feira, 21. Para chegar a esta conclusão, Celso argumentou que atos de homofobia e transfobia constituem “concretas manifestações de racismo”, já que são comportamentos discriminatórios voltados à inferiorização do ser humano, numa interpretação mais ampla do que seria racismo.

Lucro da CSN avança

O lucro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deu um salto no quarto trimestre, beneficiado por uma combinação de créditos fiscais extraordinários, aumento dos preços do aço e efeito cambial. A empresa também anunciou um acordo de fornecimento de minério de ferro para a Glencore, num contrato de 500 milhões de dólares. A CSN anunciou nesta quarta-feira que seu lucro líquido de outubro a dezembro somou 1,77 bilhão de reais, 370 por cento maior do que o obtido em igual etapa de 2017.

EUA pressiona por força militar

Os Estados Unidos pressionam para que o Brasil use força militar para entregar ajuda humanitária à Venezuela. A área de Defesa brasileira resiste à ideia, segundo a Folha, por temer que a situação escale para um conflito, e também vetou a sugestão de que soldados americanos participassem da operação. O chamado cerco humanitário ao regime chavista de Nicolás Maduro é uma das formas de pressão que os EUA e seus aliados montaram para tentar retirar o ditador do poder. O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pela coalizão integrada pelo Brasil como o presidente interino do vizinho, pediu que a ajuda comece a entrar no sábado, dia 23.

Pelosi quer bloquear manobra de Trump

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, defendeu na quarta-feira o bloqueio da manobra do presidente Donald Trump para construir um muro na fronteira com o México. Trump decidiu declarar estado de emergência nacional para evitar o Congresso, que aprovou em seu orçamento apenas 25% dos 5,6 bilhões de dólares solicitados por Trump para o projeto. Dezesseis estados apresentaram ações para impugnar a decisão esta semana, mas o governo Trump continua buscando recursos federais até a quantia de 6,6 bilhões de dólares, boa parte procedente do Departamento de Defesa.

70 mortos em Bangladesh

Pelo menos 70 pessoas morreram no incêndio em um prédio de apartamentos na capital de Bangladesh, que também eram usados como armazéns de produtos químicos, anunciaram os bombeiros nesta quinta-feira. Dezenas de pessoas ficaram presas nos edifícios, incapazes de escapar pelas ruas estreitas e engarrafadas, à medida que explodiam em chamas os armazéns de produtos químicos e plástico altamente inflamáveis. O balanço atualizado divulgado por bombeiros e médicos registra 70 mortos e 55 feridos, 10 deles em estado crítico. O comandante do serviço de bombeiros de Bangladesh, Ali Ahmed, disse que o número de mortos deve subir.