Alerj tenta improvável sprint por impeachment de Pezão

Legislativo fluminense vive fim de mandato melancólico, com falta de quórum para votar projetos essenciais para o futuro governo, de Wilson Witzel

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Alerj, tenta dar mostras de uma incomum agilidade parlamentar nesta quarta-feira, quando discute o rito do processo de impeachment do governador Luiz Fernando Pezão e de seu vice, Francisco Dornelles. A mesa diretora da Alerj acatou, ontem, uma ordem judicial para abrir o processo de impeachment apresentado pelo PSOL em 2017. Pezão foi preso há uma semana pela operação Lava-Jato acusado de receber propinas que chegam a 40 milhões de reais.

As discussões na Alerj, que tem 10 de seus 70 deputados também presos, tendem a ser mais simbólicas do que efetivas. Ontem, o presidente em exercício da casa, André Ceciliano (PT), admitiu ao jornal O Globo que, em virtude dos prazos regimentais, não haverá tempo hábil para concluir o julgamento este ano. Com o espocar dos fogos de ano novo na praia de Copacabana, o impeachment de Pezão e Dornelles deve ser arquivado.

O legislativo fluminense vive um fim de mandato melancólico. Ontem, a terceira sessão consecutiva foi cancelada por falta de quórum. Na pauta estava um tema de extrema importância para o estado: o veto a uma emenda de Pezão que impede a privatização da Cedae, a companhia de águas e saneamento do estado. Apenas 22 deputados votaram, ante a necessidade de 36 votos para a deliberação.

O tema está travando a pauta do legislativo do estado e tem levado incerteza para o futuro governo, de Wilson Witzel, que assume em janeiro. Witzel chegou a fazer um apelo aos deputados para que mantenham o veto de Pezão. O grande temor é que os deputados aproveitem o fim de mandato para aprovar uma lei proibindo a privatização da Cedae — como a companhia a é garantidora do empréstimo de recuperação fiscal do estado, a ação levaria o Rio a um novo caos fiscal.

O impasse sobre a Cedae impede a Alerj de apreciar outros projetos tidos como essenciais para o novo ciclo de governo, como o Orçamento de 2019 e a prorrogação do Fundo de Combate à Pobreza, que garante 5 bilhões de reais por ano ao Rio. Witzel afirmou que nem mesmo a prisão de Pezão afeta os trabalhos de transição. Mas o caos político do Rio já é um dos principais desafios de um governo que sequer assumiu.

Alerj tenta improvável sprint por impeachment de Pezão

Legislativo fluminense vive fim de mandato melancólico, com falta de quórum para votar projetos essenciais para o futuro governo, de Wilson Witzel

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Alerj, tenta dar mostras de uma incomum agilidade parlamentar nesta quarta-feira, quando discute o rito do processo de impeachment do governador Luiz Fernando Pezão e de seu vice, Francisco Dornelles. A mesa diretora da Alerj acatou, ontem, uma ordem judicial para abrir o processo de impeachment apresentado pelo PSOL em 2017. Pezão foi preso há uma semana pela operação Lava-Jato acusado de receber propinas que chegam a 40 milhões de reais.

As discussões na Alerj, que tem 10 de seus 70 deputados também presos, tendem a ser mais simbólicas do que efetivas. Ontem, o presidente em exercício da casa, André Ceciliano (PT), admitiu ao jornal O Globo que, em virtude dos prazos regimentais, não haverá tempo hábil para concluir o julgamento este ano. Com o espocar dos fogos de ano novo na praia de Copacabana, o impeachment de Pezão e Dornelles deve ser arquivado.

O legislativo fluminense vive um fim de mandato melancólico. Ontem, a terceira sessão consecutiva foi cancelada por falta de quórum. Na pauta estava um tema de extrema importância para o estado: o veto a uma emenda de Pezão que impede a privatização da Cedae, a companhia de águas e saneamento do estado. Apenas 22 deputados votaram, ante a necessidade de 36 votos para a deliberação.

O tema está travando a pauta do legislativo do estado e tem levado incerteza para o futuro governo, de Wilson Witzel, que assume em janeiro. Witzel chegou a fazer um apelo aos deputados para que mantenham o veto de Pezão. O grande temor é que os deputados aproveitem o fim de mandato para aprovar uma lei proibindo a privatização da Cedae — como a companhia a é garantidora do empréstimo de recuperação fiscal do estado, a ação levaria o Rio a um novo caos fiscal.

O impasse sobre a Cedae impede a Alerj de apreciar outros projetos tidos como essenciais para o novo ciclo de governo, como o Orçamento de 2019 e a prorrogação do Fundo de Combate à Pobreza, que garante 5 bilhões de reais por ano ao Rio. Witzel afirmou que nem mesmo a prisão de Pezão afeta os trabalhos de transição. Mas o caos político do Rio já é um dos principais desafios de um governo que sequer assumiu.