Alckmin volta a descartar rodízio de água de 5 por 2 em SP

O governador afirmou que a situação atual do manancial é melhor do que a prevista meses atrás

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a descartar a adoção de rodízio no esquema de cinco dias sem água e dois dias com abastecimento na região servida pelo Sistema Cantareira, mesmo após o jornal O Estado de S. Paulo divulgar detalhes do plano de contingência que está sendo elaborado pela administração estadual no qual a medida é prevista.

“O que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) fez foi o chamado plano de contingência, mas não tem nenhuma hipótese de ter rodízio cinco por dois. Esse plano é um estudo que você faz, mas ninguém pretende aplicá-lo”, disse Alckmin nesta sexta-feira, 8, durante um fórum de saúde realizado em São Paulo.

O governador afirmou que a situação atual do manancial é melhor do que a prevista meses atrás. “Estamos no melhor momento. Tínhamos 5% (no Cantareira) há 60 dias e hoje temos 20%, sem contar a terceira reserva técnica, que você pode usar a qualquer momento, e a quarta reserva.”

Plano

Em apresentação feita ao Comitê de Crise Hídrica, à qual a reportagem teve acesso, o coordenador de Saneamento da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, Américo de Oliveira Sampaio, afirma que uma das premissas para que o rodízio não seja necessário é a conclusão das obras emergenciais.

Na apresentação, a pasta previa que a transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê, considerada a principal obra para este ano, fosse finalizada em julho, mas Alckmin já admitiu que a entrega ficará para setembro.

Segundo o texto, o “não atendimento parcial ou total das premissas adotadas no estudo de simulação pode levar ao estabelecimento de um programa de rodízio”.

Nele, a secretaria afirma, pela primeira vez, que “o rodízio se limitará à área abastecida pelo Sistema Cantareira e será de 5 x 2 (cinco dias sem fornecimento de água e dois com)”.

Anteriormente, o governo também estudava a possibilidade de adotar um rodízio de quatro por dois em toda a região metropolitana.