Alckmin cria comitê de enfrentamento da crise hídrica

Comitê tem como objetivo "o intercâmbio de informações e o planejamento de ações conjuntas" para o enfrentamento da crise hídrica, segundo texto

São Paulo – O governador Geraldo Alckmin instituiu o Comitê de Crise Hídrica da região metropolitana de São Paulo, demanda dos prefeitos paulistas apresentada ao governo do Estado em reunião na semana passada.

O decreto foi publicado nesta quarta-feira, 4, no Diário Oficial do Estado.

Segundo o texto, o comitê será coordenado pela Secretaria Recursos Hídricos e tem como objetivo “o intercâmbio de informações e o planejamento de ações conjuntas” para o enfrentamento da crise hídrica.

Além do secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga, o conselho terá também os secretários da Saúde, Segurança Pública, Meio Ambiente e o Coordenador da Defesa Civil.

Haverá convites ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e aos presidentes dos consórcios que administram o abastecimento de água na região.

Entidades como Fiesp, Federação da Agricultura e Pecuária, universidades estaduais e Embrapa também serão convidadas.

Sabesp

A Sabesp não participará do Comitê. A assessoria da Secretaria de Recursos Hídricos ressaltou a presença de Benedito Braga e disse que o grupo é composto por agentes do poder público.

Sobre o convite às outras concessionárias da região metropolitana, que terão representantes, a assessoria informou que a medida é para que não seja necessário convidar os 39 prefeitos.

O decreto convida os presidentes do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, do CIMBAJU – Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Bacia do Juqueri, do CIOESTE – Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo e do Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo.

Na reunião com Benedito Braga na semana passada, os prefeitos da região metropolitana se disseram dispostos a colaborar, com ações conjuntas de economia de água.

A principal reclamação foi a falta de transparência do governo do estado.

O Comitê foi a saída encontrada para aumentar a interlocução entre municípios, estado e as empresas.