Aeroportos de Brasília, Viracopos e Manaus são eleitos os melhores do país

Para a definição do prêmio, foram ouvidos 81.000 usuários em 20 aeroportos e avaliados 38 itens

Brasília – Os aeroportos de Brasília, Viracopos (Campinas) e Manaus foram eleitos os melhores do Brasil, na avaliação dos usuários. Esse foi o resultado da premiação Aeroportos Mais Brasil em sua edição de 2019, anunciada nesta quarta-feira, 13.

O prêmio contempla três categorias de aeroportos: acima de 15 milhões de passageiros por ano, de 5 milhões a 15 milhões de passageiros por ano e abaixo de 5 milhões de passageiros por ano, respectivamente.

Para a definição do prêmio, foram ouvidos 81.000 usuários em 20 aeroportos e avaliados 38 itens.

Os passageiros deram notas de zero a cinco. A Azul ficou com os dois prêmios entregues a companhias aéreas: check-in mais eficiente e restituição de bagagem mais eficiente.

Viracopos

Escolhido pelos usuários o melhor aeroporto em sua categoria, Viracopos está em processo de recuperação judicial e corre o risco de ter a concessão cassada pelo governo federal, no processo de caducidade movido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O governo torce para que seja encontrada uma solução de mercado, disse nesta quarta o secretário de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, na entrega do prêmio Aeroportos + Brasil. No entanto, já tem engatilhado um “plano B”, que é fazer uma nova licitação do aeroporto, conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo no dia 29 de dezembro passado.

Há grupos interessados na concessão, segundo informou o presidente da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), Gustavo Müssnich. Por causa de negociações em andamento, uma assembleia de credores da concessionária, inicialmente marcada para esta semana, foi adiada para maio. Com isso, a concessionária espera encontrar uma solução de mercado para o negócio.

Essa assembleia, no entanto, poderá decretar a falência da concessionária. Nesse caso, o governo acionará o “plano B” e colocará o aeroporto novamente em licitação.

“Não faz sentido falar em falência do melhor aeroporto do Brasil”, argumentou Müssnich. Ele explicou que as receitas do aeroporto são suficientes para pagar seus custos operacionais e quitar as parcelas do financiamento concedido pelo BNDES e outros bancos. Faltam recursos para pagar a parcela de outorga devida ao governo federal.

Por causa dessa inadimplência, que está em R$ 430 milhões, a Anac abriu um processo de caducidade da concessão. Esse está sustado por liminar judicial.

Segundo Müssnich, ao mesmo tempo em que há essa dívida, a concessionária reivindica perto de R$ 500 milhões em reequilíbrio contratual, por compromissos não cumpridos pelo governo. Ele usa esses números para mostrar que, com poucos ajustes, a concessão “para em pé”. Ainda que a Anac não atenda a todos os pedidos de reequilíbrio, parte do rombo poderá ser coberto se a agência concordar com alguns dos argumentos da concessionária.