Aécio recomendou que motorista não dirigisse bêbado

O senador Aécio Neves recomendou, em 2009, que motoristas não dirigissem depois de ingerir bebidas alcoólicas

São Paulo – Multado na madrugada de domingo por ter se negado a fazer o teste do bafômetro e por estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, o senador Aécio Neves recomendou, em 2009, que motoristas não dirigissem depois de ingerir bebidas alcoólicas. Na época, quando a Lei Seca completava um ano, Aécio era governador de Minas Gerais e havia determinado a intensificação das blitze em todo o Estado.

“Prefiro que uma pessoa passe o carro para alguém que não bebeu do que leve uma multa e perca sete pontos na carteira”, disse Aécio, em entrevista que pode ser vista no site Youtube. “Nesses grandes locais de concentração de pessoas e festas, onde acidentes ocorrem com frequência, montamos essa estratégia. As saídas desses locais serão fiscalizadas com bafômetro, que acredito ser uma forma de educar com um pouco mais de vigor”, afirmou o então governador mineiro.

Aécio foi parado em blitz por volta das 3 horas, quando ia para seu apartamento, no Jardim de Alá, área nobre da zona sul, entre Ipanema e Leblon. O senador tem uma cobertura na quadra da praia. Hoje, o Land Rover (modelo Range Rover) preto de Aécio, com placa de Belo Horizonte, estava estacionado na garagem do edifício. No fim da manhã, o governador saiu de táxi para o aeroporto e embarcou para a capital mineira. Um pouco mais tarde a namorada de Aécio, Letícia Weber, que o acompanhava na madrugada de domingo, deixou o apartamento.

Segundo a assessoria do senador, o carro foi levado até o edifício por um motorista de táxi chamado por Aécio. O senador negou que tenha se recusado a fazer o teste do bafômetro. Depois de receber a notificação do Detran, Aécio terá 15 dias para recorrer à Junta de Defesa Prévia. O senador foi multado em R$ 957,70 pela recusa do bafômetro e em R$ 191,54 pela habilitação vencida há mais de trinta dias.

Amigo de Aécio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse hoje que o caso está encerrado e que o senador agiu “como um cidadão comum” ao chamar uma pessoa para conduzir o carro. “O Aécio agiu com a simplicidade que o caracteriza. Ele me ligou elogiando a educação do pessoal da Lei Seca. Aécio é meu amigo querido que o Rio respeita e gosta”, disse o governador.