Sérgio Cabral e outros acusados negam recebimento de propina

O economista Carlos Miranda explicou em seu acordo de delação premiada como funcionava o esquema de repasse de propinas a políticos

Rio – Todas as defesas dos políticos e empresários citados pelo economista Carlos Miranda, acusado de ser operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), em sua delação premiada afirmaram que as informações prestadas pelo delator não são verdadeiras.

Rodrigo Roca, advogado de Cabral, lembrou que é preciso que se entenda o contexto da delação de Miranda. “Não se trata de um autêntico delator, um traidor, alguém que resolveu falar a verdade, não é isso”, disse Roca. “Como outros já fizeram, ele está, simplesmente, aderindo a uma versão criada pelo Ministério Público Federal. Ele viu nisso a única oportunidade de se livrar do cárcere, evitar umas condenações e ir para casa”, afirmou o advogado. Seu cliente está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio.

A assessoria de imprensa de José Carlos Lavouras, conselheiro da Federação das Empresas de Transporte do Rio (Fetranspor) também citado na delação, disse, em nota, que as declarações de Miranda “tratam de fatos antigos, que já são objeto de denúncia criminal”. Além disso, sustenta, “para a defesa de José Carlos Lavouras, Carlos Miranda vem faltando reiteradamente com a verdade”.

A defesa do deputado estadual Jorge Picciani (MDB), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio que atualmente também cumpre pena em Benfica e foi citado, informou que não iria se manifestar sobre o conteúdo da delação do economista, que também está preso na cadeia em Benfica.

Ministério Público

Os advogados de Carlos Miranda – Fernanda Freixinho e Daniel Raizman – afirmaram que não se manifestariam sobre a delação de seu cliente. O Ministério Público Federal do Rio, por meio de sua assessoria de imprensa, também informou que não se manifesta sobre delações que ainda não estão públicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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