A República Popular da China não gostou desta viagem de Bolsonaro

Em carta, embaixada da China viu visita do deputado à ilha asiática com "indignação"

São Paulo – Segundo o ex-prefeito do Rio de Janeiro (RJ), César Maia, a República Popular da China não gostou  de uma viagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) para Taiwan no início de março. Maia postou nesta quinta-feira (8) em seu perfil no Twitter uma carta da embaixada chinesa no Brasil criticando a visita.

No texto, enviado à Executiva Nacional dos Democratas, a embaixada afirma que a visita do deputado ao território asiático viola o “Princípio de Uma Só China, consenso amplo da comunidade internacional e política explicitamente defendida pelo governo e Congresso”. Além de Bolsonaro, também estavam na comitiva seus filhos Eduardo (deputado federal), Flávio (deputado estadual do Rio) e Carlos (vereador), e o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS). 

A embaixada ainda afirma que encara a viagem com  “profunda preocupação e indignação”. Segundo o texto, a visita é uma “afronta a soberania e integridade territorial da China” e “causa eventuais turbulências na Parceria Estratégica Global China-Brasil, na qual o intercâmbio partidário exerce um papel imprescindível”.

A relação da China com Taiwan é marcada por tensões desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando o partidos Comunista e Nacionalista entraram em guerra na China. Derrotados por Mao Tsé-Tung, os nacionalistas fugiram para Taiwan e fundaram uma república. A movimentação, contudo, até hoje não foi reconhecida pelo governo chinês, que ainda considera Taiwan como parte de seu território.

Durante a visita à ilha asiática, Bolsonaro se encontrou com membros do governo taiwanes — daí a indignação dos chineses. O parlamentar, que se filiou ao PSL nesta semana, está em segundo nas pesquisas de intenção de voto para presidente em outubro de 2018.

Vale lembrar que, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e filho de César Maia, é um provável rival para Bolsonaro no pleito de outubro. Nesta semana, ele foi lançado como pré-candidato do Democratas para a Presidência da República.

 

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