“A culpa é de Cunha”; A defesa de Delcídio…

“A culpa é de Cunha”

Em discurso no Dia do Trabalho, neste domingo em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff anunciou aumento médio de 9% no Bolsa Família e proposta de correção de 5% na tabela do Imposto de Renda. E culpou a oposição — em especial o presidente da Câmara, Eduardo Cunha — pela crise econômica no país. “Não aprovaram nenhuma reforma, nenhum dos necessários aumentos de receita”, disse.

Foco nos juros

Um eventual governo de Michel Temer deve trabalhar com duas prioridades de curto prazo no Congresso: fixar um teto para despesas públicas e desvincular os gastos sociais, principalmente o salário mínimo. A ideia é mostrar que a dívida vai cair no médio prazo, o que deve levar a uma retomada nos investimentos e a uma consequente redução dos juros por parte do Banco Central. A estimativa, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, é que a Selic possa fechar o ano em 11,25%.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes barrou neste domingo, por liminar, a liberação de crédito de 100 milhões de reais para comunicação e publicidade do governo federal. A decisão atende um pedido do partido Solidariedade. Outros 80 milhões de reais destinados ao Ministério do Esporte com vistas aos Jogos Olímpicos foram mantidos. O montante de 180 milhões de reais havia sido liberado pela Dilma Rousseff na sexta-feira via medida provisória.

A defesa de Delcídio

Os advogados do senador Delcídio do Amaral pediram a suspeição de senadores do conselho e também a anulação do processo contra ele por quebra de decoro. O julgamento no Conselho de Ética do Senado está previsto para esta terça-feira. O argumento é que a principal prova contra o senador é uma gravação obtida por terceiros com o objetivo de explorá-lo. Para os advogados, o relator, Telmário Mota (PDT-RR), e os demais integrantes do conselho já anteciparam seu voto.

Novo fuso

Acossado por uma crise profunda, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o aumento do salário mínimo e das pensões em 30%. O país ainda adiantou neste domingo seus relógios em 30 minutos, uma medida ordenada pelo presidente para economizar energia frente a uma severa crise elétrica que forçou o governo a cortar a semana de trabalho dos funcionários públicos de cinco para dois dias.