Cinco aeroportos seguem sem combustível; veja como está a situação

No 11º dia da greve dos caminhoneiros, 19 voos foram cancelados até o momento. Aeroportos de Confins e Brasília operam normalmente durante o feriado

São Paulo – Na manhã desta quinta-feira, 31 de maio e início do feriado de Corpus Christi, cinco dos 54 aeroportos administrados pela Infraero continuavam sem combustível, informou a estatal em comunicado. São eles:

Palmas/TO
Imperatriz/MA
Juazeiro do Norte/CE
Cuiabá/MT
Protásio de Oliveira (não é o Aeroporto Internacional de Belém, Pará)

Situação dos aeroportos

Nos principais aeroportos do país, durante a manhã de hoje, o 11º dia de paralisação dos caminhoneiros, apenas um voo havia sido cancelado no Aeroporto de Congonhas (São Paulo), 3 no Aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro) e 6 no Aeroporto Internacional do Recife.

O aeroporto de Confins, que atende a capital mineira Belo Horizonte, tinha 6 cancelamentos previstos para todo o dia e a concessionária BH Airport informou que o estoque de querosene de aviação está normalizado. Já o aeroporto de Brasília recebeu quatro caminhões na tarde de ontem e disse que os mesmos são suficientes para garantir a operação durante o feriado.

Ainda nesta quinta-feira, do total de voos domésticos programados para decolar entre 0h e 10 da manhã (413), a Infraero informa que 19 foram deles cancelados, sendo 15 da Azul Linhas Aéreas e 3 da Gol. Em razão da falta de combustível causada pela greve, a Avianca anunciou o cancelamento de vários voos que seriam realizados entre os dias 31 de maio e 5 de junho.

Infraero orienta os passageiros com viagens marcadas para o período que procurem a companhia aérea para consultar a situação do voo. Já para as aéreas, a estatal pede que todos os voos sejam organizados de acordo com a quantidade de combustível disponível para a rota.

Balanço da greve

Desde o início da paralisação, a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) informa que ao menos 270 voos foram cancelados em todo o país. A entidade que reúne Avianca, Azul, Gol e Latam, as principais empresas brasileiras, estima que a aviação comercial tenha registrado um prejuízo diário de 50 milhões de reais. Ainda segundo a ABEAR, passageiros impactados pelo desabastecimento podem alterar seus voos sem o pagamento de taxas de remarcação ou diferenças tarifárias, segundo os critérios da empresa contratada.