O dia da longevidade

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Hoje é primeiro de outubro, o dia que a ONU estabeleceu como “dia do idoso”. Há dois anos, alguns pesquisadores de assuntos ligados à longevidade e entusiastas de “coisas futuristas” resolveram iniciar uma campanha para transformar o “dia do idoso” em “dia da longevidade”.

Eu gosto da ideia e, desde então, venho apoiando a iniciativa aqui através do blog. No dia primeiro de outubro, eu publico algo aqui para chamar a atenção e convidar à reflexão sobre o assunto. Veja o artigo 1º de Outubro – Dia do Idoso (ou da longevidade?), publicado em 01/10/13, e Os desafios da longevidade, publicado em 01/10/14.

Por que eu procuro tanto chamar a atenção para o tema? Pelo seguinte motivo: aqui no Brasil, as pessoas ainda não dão a devida importância para o assunto, mas, nas economias desenvolvidas, PREVIDÊNCIA é o “tema-chave” no universo das finanças pessoais – ou, mais especificamente, a preparação (ou falta de…) para a aposentadoria.

Vamos a alguns dados:

Segundo o United Nations Development Program, a expectativa de vida média do mundo vem evoluindo da seguinte forma:

-1820                    26 anos

-1900                    31 anos

-1950                    49 anos

-2010                    67 anos

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a expectativa de vida média mundial, em 2013, era de 71 anos. O país com a maior expectativa de vida é (nenhuma surpresa) Mônaco, com 88,2 anos, e, na maioria das nações desenvolvidas, a expectativa de vida média já é superior a 80 anos.

Um dos maiores especialistas do mundo em planejamento financeiro e previdenciário vem recomendando que as pessoas façam seus planos financeiros considerando que viverão, pelo menos, até os 105 anos (veja artigos que já escrevi sobre isso aqui e aqui).

Segundo uma pesquisa da Allianz Life Insurance, realizada em 2010 nos EUA, o que causa mais medo na velhice é “ficar sem dinheiro” (respondido por 61% dos entrevistados). O medo da morte foi mencionado apenas por 39%.

Uma pesquisa da BlackRock (maior gestora de ativos financeiros do mundo) de 2013, nos EUA, identificou que mais de 50% dos pesquisados temem viver mais do que a capacidade financeira permite.

As pessoas sempre quiseram viver mais e estamos conseguindo… A ciência médica avança cada vez mais rapidamente e, talvez, cheguemos à conclusão de que a “fonte da juventude” não é um sonho inatingível, e sim algo separado das pessoas por uma mera barreira tecnológica.

Mas a grande ironia de todas é que, do ponto de vista das finanças pessoais, viver muito é um MAU NEGÓCIO. Viver muito “custa caro” e exige uma preparação financeira ainda mais rigorosa, com grandes esforços e sacrifícios financeiros no curto prazo para tentar garantir algum conforto no longo (e põe longo nisso aí…) prazo.

Simplesmente dizer “então vou trabalhar por mais tempo” pode não ser uma estratégia realista pois, por mais que tenhamos saúde e capacidade de trabalho em idade avançada, não sabemos como o mercado de trabalho reagirá a esses trabalhadores “seniors”. Aliás, temos algumas pistas, e elas não sugerem um cenário muito agradável.

Historicamente, o mercado de trabalho olha os profissionais mais velhos com desconfiança e preconceito. Não é de hoje que profissionais de mais de quarenta anos, no auge da capacidade, passam a ser considerados “não-empregáveis”.

Os profissionais mais experientes tiveram um período positivo nesse “surto de pleno emprego” que tivemos nos últimos anos, mas, com a volta do nosso mercado de trabalho aos seus “níveis habituais”, a coisa tende a piorar de forma significativa… de novo.

Por isso, quero terminar este artigo com uma recomendação: Eu não sei quanto tempo você acha que vai viver, mas provavelmente você vai viver mais do que está imaginando. Então, comece a se preparar.

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