Educação financeira não tem nacionalidade

Os leitores habituais deste blog já devem ter reparado que, com frequência, escrevo sobre coisas que acontecem fora do Brasil. Isso se deve a vários motivos, mas dois se destacam: o primeiro é que acontecem coisas interessantes lá fora, que o leitor brasileiro médio não fica sabendo e que podem fornecer informações e insights importantes para a gestão financeira pessoal. O segundo motivo é que eu fico realmente incomodado quando […] <div class="read-more"><a href="https://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/03/11/educacao-financeira-nao-tem-nacionalidade/" class="more-link">Leia mais</a></div>

Os leitores habituais deste blog já devem ter reparado que, com frequência, escrevo sobre coisas que acontecem fora do Brasil. Isso se deve a vários motivos, mas dois se destacam: o primeiro é que acontecem coisas interessantes lá fora, que o leitor brasileiro médio não fica sabendo e que podem fornecer informações e insights importantes para a gestão financeira pessoal. O segundo motivo é que eu fico realmente incomodado quando ouço coisas como “o brasileiro não tem educação financeira”, “o brasileiro não sabe investir dinheiro”, “o brasileiro isso”, “o brasileiro aquilo”…

A educação financeira deficiente e a pouca habilidade no trato no dinheiro não é, nunca foi e jamais será um problema “do brasileiro”. É um problema que diz respeito ao ser humano, independentemente de nacionalidade, gênero ou etnia.

Para (mais uma vez) tentar demonstrar isso, vou colocar a seguir alguns trechos de uma reportagem que li recentemente. Esses trechos foram traduzidos e editados por mim, de forma a ocultar a que país a reportagem diz respeito. Deixarei para divulgar isso no final.

“Um fato inconveniente é que o crescimento econômico está sendo impulsionado principalmente pelo boom das commodities alimentado pela China e seu apetite por matérias-primas e combustíveis”.

“Um outro fator que impulsiona o crescimento é o consumo doméstico. E esse consumo é grandemente facilitado pelo fácil acesso da população a cartões de crédito. Desde a metade da década passada, os bancos têm sido muito eficientes em convencer as pessoas a adquirirem aquilo de que elas não precisam, com o dinheiro que elas não têm, para impressionar pessoas que elas não conhecem”.

“Oferecer crédito barato e de fácil acesso é uma estratégia de crescimento econômico insustentável.”

Declaração do autor da matéria: “Espremido em um enorme congestionamento de trânsito há alguns meses, eu pude ver diversos adesivos nos para-choques traseiros de automóveis sofisticados onde se lia ‘Não bata em meu carro, eu ainda estou pagando por ele’.”

Mas, afinal, de que país é esse que estamos falando? Talvez com exceção desses pitorescos adesivos de para-choques (que eu ainda não vi nada parecido por aqui, mas sei que a maioria dos carros novos que circula nas ruas não está paga), tudo que foi dito se aplica perfeitamente ao Brasil.

Bem, o país ao qual a matéria se referia é a Indonésia, gigante asiático e, assim como o Brasil, uma economia emergente que vem chamando a atenção do mundo. A matéria se chama “A False Hope? Indonesia’s Economic Miracle” (Uma falsa esperança? O milagre econômico da Indonésia) e foi publicada em fevereiro de 2013 pela revista The Diplomat (clique aqui para ler a versão original).

Nós brasileiros não somos “especiais”. Não somos melhores nem piores que ninguém. Somos seres humanos que “trocam os pés pelas mãos” quando se trata de dinheiro e que estão sujeitos às pressões consumistas e sociais como qualquer um, em qualquer país.

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