Dinheiro e as mentiras que contamos para nós mesmos

Veja neste artigo como identificar as principais justificativas "furadas" e racionalizações que nos impedem de colocar as finanças em ordem.

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Ter dificuldades com a gestão do dinheiro é, infelizmente, um traço natural dos seres humanos. Não é uma coisa positiva, mas, por outro lado, não é algo do qual devemos nos envergonhar, pois simplesmente é “parte de nossa natureza” sermos “bagunçados” com o dinheiro.

Por mais que a gente insista, a nossa natureza não é “guarde dinheiro hoje para ter um amanhã melhor”, e sim “vamos gastar hoje enquanto estamos vivos, pois não sabemos se haverá um amanhã”.

Por essas e outras, temos pensamentos conflitantes sobre o dinheiro e somos um poço de contradições e racionalizações quando se trata de gerir as próprias finanças.

Mas não é porque não precisamos nos “envergonhar” das nossas dificuldades em gerir o dinheiro que devemos aceitá-las passivamente. Por isso, é importante desenvolver a capacidade de identificar as “mentiras que contamos para nós mesmos” quando queremos justificar algum comportamento que acaba não sendo tão positivo com nossas finanças.

E aqui vão algumas dessas mentiras:

  • Minha renda é insuficiente

Já comecei, logo de cara, com o item mais controverso. A “desculpa padrão” da maioria das pessoas que não consegue guardar dinheiro é que “ganha pouco”. Porém, para cada pessoa que me diz que ganha pouco, eu conheço outras duas que ganham menos ainda, têm obrigações familiares maiores e, por alguma razão, conseguem manter as contas em ordem.

Diferentemente do que gostamos de acreditar, nossa renda não é suficiente e nem insuficiente. Ela apenas reflete o valor econômico que geramos. E a “saúde financeira” é construída muito mais com controle de gastos do que com mais dinheiro.

  • Se meu vizinho/parente/amigo pode, eu também posso

Pode o quê? Comprar um carro novo ou fazer aquela viagem dos sonhos?

Nos compararmos com outras pessoas também é (infelizmente) um traço natural nosso. Porém, o que precisamos ter em mente é que nós NÃO CONHECEMOS a realidade financeira das outras pessoas. Nós avaliamos a situação financeira delas pelo que mostram, e não, efetivamente, por quanto elas têm (em dinheiro).

Não sabemos se aquele amigo que está fazendo a viagem dos sonhos se sacrificou por anos ou se ele se afundou em dívidas para poder fazer a viagem.

  • Vou começar a investir dinheiro no mês que vem

Está aqui é a equivalente financeira da mentira “número um” daqueles que dizem que vão começar uma dieta. A famosa “começo na segunda-feira”.

“Dia”, “semana” ou “mês” são coisas que têm pouco ou nenhum significado. São coisas que usamos para nos situar e organizar o tempo. Você não será uma pessoa “diferente” no mês que vem. Não há algum tipo de “limiar” que separa um mês do outro e que faz com que as coisas sejam, subitamente, diferentes. Esse tipo de desculpa é pura procrastinação.

  • O importante é “pensar positivo”

Essa é a mentira favorita daqueles que não têm uma reserva de emergências. Sabendo que não terão fôlego financeiro na eventualidade de um imprevisto, preferem jogar a bomba para o “sobrenatural” e se confortar com o tal “pensamento positivo” para afastar os problemas.

Acabam não se atentando para o fato de que boa parte das pessoas “quebradas” só tinha pensamentos positivos antes de ir para o buraco…

 

A lista de mentiras é potencialmente infinita, mas aqui coloquei apenas algumas que são “particularmente perigosas”.

Novamente, é de nossa natureza ter dificuldade em gerir o dinheiro, mas é preciso ficarmos atentos, especificamente, a esse tipo de pensamento que nos leva a enxergar coisas e comportamentos que são danosos a nós mesmos, como se fossem “normais”.

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