Oscar 2018 e o tapete vermelho para a diversidade

O Oscar 2018 nos apresentou uma importante lista de questões a serem discutidas. Como o mundo corporativo poderia evoluir com relação à diversidade?

A semana começou com o buzz gerado pela realização do Oscar. Quem não pôde assistir, sem dúvida, leu ou ouviu algo a respeito. O fato é que a 90ª edição foi diferente das demais. Gostaria de chamar a atenção para aspectos que, de alguma forma, foram abordados, seja pelos filmes em destaque ou discursos realizados na cerimônia:

  • Assédio sexual: discurso crítico do apresentador da cerimônia Jimmy Kimmel sobre a forma pouco contundente de como Hollywood lidou com os caos de assédio sexual que vieram à tona recentemente;
  • Liderança feminina: o filme “The Post – A Guerra Secreta”, indicado a dois prêmios na noite, incluindo melhor atriz, tem Meryl Streep interpretando Katharine Graham, primeira mulher a ter um cargo de chefia no jornal The Washington Post;
  • Transexual no palco: a atriz Daniela Vega, transexual e protagonista do filme “Uma Mulher Fantástica”, subiu ao palco para receber a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro;
  • Homossexualidade: a categoria Melhor Roteiro Adaptado premiou o filme “Me Chame Pelo Seu Nome”, que mostra o romance entre os personagens Elio, de 17 anos, e um hóspede de suas pais, o pesquisador Oliver;
  • Igualdade de gênero: Frances McDormand, vencedora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme “Três Anúncios Para Um Crime”, levantou todas as indicadas em um discurso que viralizou, mostrando a necessidade de oportunidades iguais para as mulheres.

Transpondo a questão da diversidade para o mundo corporativo, acredito ser fundamental que nós, como indivíduos, e as empresas, com seu poder institucional, reflitam sobre o que está sendo feito para reduzir as desigualdades e promover a diversidade.

Acredito que a mensagem que sintetiza todos esses pontos é a relevância do tema diversidade no mundo atual. E quando a arte joga luz sobre tantas facetas desta moeda é porque, de fato, ela está imitando a vida. Ou seja, é preciso olharmos com atenção para o tema.

Gostaria de registrar algumas percepções pessoais:

  • Já existem estudos e pesquisas que mostram o valor da diversidade como um elemento importante até mesmo para melhorar a performance. Ainda assim não tem sido suficiente para um avanço mais substancial desta questão no dia a dia das organizações.
  • É preciso valorizar lideranças que tenham a diversidade na veia e não apenas no discurso para, de fato, transformar a realidade da cultura corporativa, além da criação de programas efetivos com esta finalidade.

Há um longo caminho a ser percorrido. O Oscar 2018 nos apresentou uma importante lista de questões a serem discutidas, ao invés de empurrar para debaixo do tapete vermelho. Que sirva de exemplo para todos nós.

E você, como acha que o mundo corporativo poderia evoluir com relação à diversidade?

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

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