Onde termina mesmo a sua liberdade?

A diversidade agrega valor ao gerar discussões produtivas e aumenta as chances de gerar um resultado positivo

Ser valorizado como indivíduo, ter as opiniões respeitadas e se sentir parte da organização são desejos de grande parte dos profissionais do atual mundo corporativo. Muitos deles acreditam que não adianta ganhar dinheiro dentro de uma organização se não encontram felicidade no ambiente ou nas atividades desenvolvidas.

A grande questão é que cada profissional sente-se estimulado ou desmotivado por motivos externos diferentes, conforme apontou o estudo Work Happy, realizado pela Robert Half em parceria com a Happiness Works. O desafio para os envolvidos está em contribuir para que os diferentes perfis das pessoas consigam conviver em harmonia, sem que os possíveis conflitos interfiram nos resultados da empresa. É a diversidade, conceito que deve estar presente nas organizações e que, quando realmente faz parte da cultura da empresa, agrega valor ao gerar discussões produtivas e aumenta as chances de gerar um resultado positivo.

A diversidade

Quando falo em diversidade, não me limito à religião, geração, raça ou gênero. Refiro-me, por exemplo, a preferências políticas, culturais e esportivas e comportamentos em geral. Sabe o ditado que diz: o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

Para os colaboradores, não basta ser um profissional capaz de gerar excelentes resultados para a companhia se te falta parceria e respeito às diferenças. Tenha sensibilidade para expor suas preferências, convicções e hábitos sem imposições, respeitando o espaço e os direitos do outro.

Para as empresas, entre as principais medidas existentes para promover o ambiente inclusivo estão a conscientização das equipes sobre o assunto; o engajamento da liderança em relação à construção de um time diversificado; e a utilização de canais de comunicação para criar campanhas efetivas voltadas para a aceitação e compreensão de colaboradores.

A diversidade deixou de ser apenas uma prática para tornar-se fundamental para a evolução de uma organização. Acredito que, dentro de uma empresa, todo colaborador bem alocado tem muito a contribuir, inclusive quando pensa diferente dos demais. Seguindo a máxima de que “minha liberdade termina onde começa a do outro”, a companhia deve possuir uma cultura inclusive, o que ajuda na atração – e retenção – de talentos e amplia sua vantagem competitiva.

* Fernando Mantovani é diretor-geral da Robert Half

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