O profissional vampiro

Ao contrário do personagem fictício, o profissional vampiro caminha naturalmente durante o dia, pode até gostar de alho e não tem nenhum problema com água benta e crucifixo. Mas tal qual o Conde Drácula, ele gosta de sugar, não o sangue das pessoas, mas o conhecimento das empresas. Tive oportunidade de conversar com alguns candidatos com esse perfil, que ficam pouco tempo nas companhias e logo querem mudar. Quando questionei […] <div class="read-more"><a href="https://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/sua-carreira-sua-gestao/2016/06/03/o-profissional-vampiro/" class="more-link">Leia mais</a></div>

Ao contrário do personagem fictício, o profissional vampiro caminha naturalmente durante o dia, pode até gostar de alho e não tem nenhum problema com água benta e crucifixo. Mas tal qual o Conde Drácula, ele gosta de sugar, não o sangue das pessoas, mas o conhecimento das empresas.

Tive oportunidade de conversar com alguns candidatos com esse perfil, que ficam pouco tempo nas companhias e logo querem mudar. Quando questionei o motivo pelo qual gostariam de deixar a empresa atual depois de um período tão curto, escutei coisas do tipo: “já consegui o que vim buscar” ou “já deu o que tinha que dar”.

Também ouvi dos profissionais vampiros: “foi pouco tempo, mas aprendi muito nesses empregos”. Ok, você aprendeu muito, conquistou o que queria, mas qual foi o seu legado? Nesse momento, recebi respostas vazias. Que empresa gostaria de contratar um candidato com esse perfil?

A meu ver, um ciclo profissional ideal envolve uma etapa de aprendizado, uma de desenvolvimento e outra de contribuição. Acredito que no primeiro ano em um novo emprego ou nova função, a pessoa se adapta, conhece os processos, a cultura e a equipe com a qual vai trabalhar (etapa 1). No segundo (etapa 2), ela aprimora alguns projetos e, no terceiro ano (etapa 3), deixa sua marca. Um bom profissional, além de conquistar novos conhecimentos, também está preocupado em fazer a diferença. É isso que as empresas buscam.

Do profissional vampiro, as organizações querem distância!

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