Empregadores: os candidatos não querem só dinheiro

Você sabia que quase metade dos profissionais valorizam a possibilidade de crescimento, antes de considerar o salário e o pacote de benefícios?

Você sabia que, em um processo seletivo, quase metade dos profissionais valorizam a possibilidade de crescimento, antes de considerar o salário e o pacote de benefícios? Os dados fazem parte de uma pesquisa da Robert Half. E, para mim, ele evidencia o quanto o perfil do profissional vem mudando ao longo do tempo. Deixo aqui também um alerta para os empregadores interessados em atrair e reter os melhores talentos.

É claro que dinheiro ainda é importante e fundamental para a vida das pessoas. Porém, o que tenho notado, não só pela pesquisa, mas pela natureza do meu trabalho como recrutador, é que os profissionais buscam uma relação de ganha-ganha com o empregador. Então, não basta abrir uma vaga e esperar pela chegada de currículos, é preciso estruturar um bom plano para fisgar a atenção do melhor candidato.

Aqui estão quatro itens muito valorizados pelos profissionais: 

  • Possibilidade de crescimento – Quando ingressam em uma companhia, em geral, as pessoas esperam se tornar profissionais melhores ao longo do tempo. Por isso, tenha atenção para incentivar a constante troca de conhecimento entre os profissionais e promover ações em benefício da capacitação do grupo, como treinamentos, palestras e workshops. Além, é claro, de ter uma política de cargos e salários bem definida e compatível com o que é praticado no mercado.
  • Reputação da empresa – Na pesquisa, 9% dos profissionais disse que levam em conta a reputação da empresa durante o processo seletivo. Isso não quer dizer que sua companhia precisa ter fama internacional para ser atrativa. Aqui, estamos falando das que se preocupam em trabalhar guiadas por propósitos e com respeito a clientes, fornecedores e colaboradores. Neste ponto, vale, inclusive, ter atenção aos processos de recrutamento. Em geral, as empresas que demoram muito para tomar decisões ou apresentam um processo seletivo pouco estruturado, tendem a ser mal vistas pelos candidatos. E você sabe, impressões negativas tendem a ser replicadas em uma velocidade assustadora.
  • Flexibilidade – Muitos profissionais de hoje querem ser reconhecidos pela qualidade das entregas e não por marcarem presença na empresa nos dias e horários combinados, sem atrasos ou faltas. Então, desde que seja possível para o seu modelo de negócio, avalie a possibilidade de instituir alguma flexibilidade de horário ou possibilidade de que os profissionais trabalhem pelo modelo de home office em alguns dias do mês, pelo menos.
  • Clima organizacional – Em geral, os profissionais passam mais tempo conectados à equipe de trabalho do que aos familiares. Isso faz com que eles valorizem muito trabalhar em empresas onde se sentem respeitados e acolhidos. Por isso, tenha atenção ao oferecer estrutura de trabalho adequada e à ações que promovam a interação entre as pessoas. Uma prática que funciona bastante são os constantes mapeamentos do clima organizacional da empresa.

Espero que essas orientações te ajudem a fazer bons processos seletivos e a ter um grupo cada vez mais qualificado. Se quiser saber mais sobre gestão, mercado de trabalho e carreira, veja outros artigos meus aqui nessa coluna ou visite o site e o blog da Robert Half.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half