Como estão os sobreviventes da sua empresa?

Com a onda de otimismo de volta, não esqueça de olhar para quem vestiu a camisa nos momentos mais difíceis.

Recentemente, um estudo da Robert Half mapeou que os profissionais estão muito otimistas com relação ao mercado de trabalho, considerando o momento atual e os próximos meses. Isso é ótimo! Afinal, todos nós estávamos ansiosos por ver a famosa luz no fim do túnel que nos tirasse de tantas incertezas, não é mesmo?

Para esse novo momento, minha recomendação é que, na sua empresa, enquanto um grupo avalia a retomada de projetos que estavam paralisados, outro se dedique a mapear a situação dos profissionais que permaneceram fiéis à companhia durante os últimos três ou quatro anos de constantes desafios. Aqui, refiro-me àqueles que vestiram a camisa da empresa e entenderam que era preciso fazer mais com menos, sem garantia de contrapartidas imediatas.

Chegou a hora de reconhecer esses profissionais. Essa ação deve fazer parte do seu plano de retenção e pode ter início com base em cinco reflexões.

  1. Quais são os profissionais que estiveram ao seu lado no período de crise?
  2. Você está próximo daqueles que vestem a camisa da empresa?
  3. O salário dos profissionais da sua empresa estão abaixo do mercado ou no limite do que é praticado?
  4. Há alguma possibilidade de melhoria entre os benefícios oferecidos?
  5. Eles se sentem valorizados e felizes ou estão desgastados e algo os incomoda?

Converse com seus subordinados diretos para entender se eles continuam se sentindo desafiados no cargo, o que mais gostam nas atividades que executam e se sentem que suas habilidades estão sendo totalmente utilizadas. Trabalhadores felizes são mais motivados e ajudam a motivar. Aproveitando que nesta semana comemoramos do Dia Internacional da Felicidade, lembre-se: independentemente dos avanços da tecnologia, sua empresa é formada por pessoas que, além da remuneração, valorizam perspectiva de carreira, qualidade de vida e boa relação com o gestor direto. Então, esteja atento a esses pontos e zele pelo seu time.

Não é inteligente perder talentos para a concorrência em um momento como este, pois a busca por profissionais qualificados tende a ser cada vez mais acirrada.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half