Com estratégia, é possível tirar projetos da gaveta!

A flexibilidade na execução das ações e no modelo de contratação é o primeiro passo para agregar agilidade à tomada de decisão

Quando o líder de uma organização começa a pensar em transformar um projeto em realidade, em geral, alguns questionamentos lhe vêm à cabeça. Quanto vai custar? E se não der certo? E se demorar para andar? Esse é o melhor momento político e econômico de dar esse passo? Será que a organização dará conta dos custos até o final? A equipe interna dará conta ou preciso agregar novos profissionais ao time? Quais serão os custos no caso de novas contratações?

Todas essas dúvidas são comuns e fazem muito sentido. Nesses casos, eu sugiro aos gestores cinco ações:

#1 – Divida o projeto em etapas

Nem todo projeto precisa ser posto em prática de uma só vez. Com base em um cronograma de trabalho, veja se as ações podem ser divididas em meses, trimestres ou outro período que seja confortável dentro dos seus objetivos de negócio e do seu orçamento. Essa é uma excelente estratégia para não comprometer todos os recursos financeiros de uma só vez.

#2 – Mapeie a equipe interna

O primeiro período do projeto exige ser tocado por profissionais com quais competências, conhecimentos, especializações e habilidades? Você tem esse profissional na equipe interna? Em caso afirmativo, esse profissional tem condições de concluir a etapa do projeto no prazo, sem comprometer as entregas do dia a dia?

#3 – Considere contratar profissionais especializados em projetos

Suponha que você tenha um profissional qualificado na equipe interna, mas ele está sobrecarregado com outras demandas. Ou essa etapa do projeto exige um conhecimento muito específico que não existe dentro de casa e que também não precisará ser mantido quando o projeto for finalizado. Nesse caso, vale a pena buscar o apoio de consultorias que façam a ponte entre a sua empresa e um profissional de projetos, sem gerar vínculos trabalhistas para a sua organização. Isso te dará mais confiança para contratar, tendo em vista que a sua companhia ficará livre de possíveis multas, encargos e impostos que certamente fariam seus custos saltarem de valor.

#4 – Reavalie os rumos do projeto ao término de cada etapa

Inclua em seu cronograma de trabalho reuniões ao término de cada etapa do projeto reunindo os líderes envolvidos e um responsável pela área financeira da companhia. A ideia é ter a oportunidade de, em conjunto, verificar se o projeto deve seguir para a próxima etapa, se precisa ser paralisado ou necessita de ajustes para prosseguir. Assim, será possível dar passos mais seguros rumo à conclusão da ação.

#5 – Avalie os benefícios da ação

Em geral, a prática de dividir os projetos em etapas e contratar profissionais especializados para a ação faz com que a empresa tenha, pelo menos, cinco vantagens: acesso rápido à mão de obra qualificada; preenchimento rápido de uma posição-chave; maior eficiência e agilidade nas atividades; conclusão de um projeto com sucesso; e transferência de conhecimento para os pares da equipe.

Faço parte do grupo de pessoas que acredita que, com bom senso, tudo o que vem para flexibilizar ou modernizar as relações de trabalho é positivo. No meu entender, ainda que pareça antagônico, com as leis de terceirização e de temporários, por exemplo, as empresas ganham mais ferramentas para dar continuidade às ações, independentemente do cenário político e econômico do País, enquanto esse movimento gera mais oportunidades para o trabalhador.

Pense nisso!

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* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half