Autonomia: cinco passos para aproveitar (bem) a sua

Muitos profissionais sonham com essa liberdade, mas é importante lembrar que todo bônus traz um ônus

A evolução na carreira tende a vir acompanhada de ganho de autonomia na tomada de decisões. Se você está neste momento da sua jornada profissional, parabéns e muito cuidado! Primeiro, a conquista de autonomia é consequência natural daquele colaborador que entrega resultados de qualidade e com consistência. Segundo, esse é um sinal claro de que seus superiores confiam no seu trabalho e apostam no seu desenvolvimento. Mas fique alerta porque essa autonomia deve vir acompanhada de mais responsabilidades e capacidade de render igual ou melhor sem um superior “no cangote”, o que não costuma ser uma habilidade comum a todos os profissionais.

Se você já conquistou essa liberdade dentro da empresa – ou almeja alcançá-la -, sugiro atenção a cinco pontos:

  • Entenda o que esperam de você – Ser um profissional com autonomia é muito bom, porque tende a motivar e engajar quem recebe o voto de confiança. Porém, a pessoa que te concedeu essa liberdade certamente espera que você cumpra algumas metas no curto, médio e longo prazo. Por isso, procure ter bastante certeza sobre as expectativas que o gestor tem sobre você neste novo momento.
  • Tenha ciência de suas forças e pontos de melhoria – Ainda que sua empresa não tenha um processo estruturado de feedbacks, procure entender o que mais agrada seu líder em seu perfil pessoal e profissional e em quais pontos acha que você poderia evoluir.
  • Cumpra prazos – Será mais fácil receber um voto de confiança ou mantê-lo se o seu líder ou gestor tiver a certeza de que não precisa fazer um microgerenciamento do seu trabalho. Dessa forma, independentemente de já ter conquistado a autonomia ou não, procure ser reconhecido como um profissional que cumpre prazos e faz entregas com qualidade.
  • Deixe seu líder ciente sobre o andamento dos seus projetos – Ter boa comunicação com o líder ou gestor é muito importante para conquistar ou manter a autonomia. Isso não quer dizer que você precisa formalizar por ligação ou telefone cada passo dado, mas é fundamental fazer um comunicado periódico sobre a evolução dos trabalhos, seja por reunião ou soluções de tecnologia. Isso gera conforto e confiança em quem está acima de você.
  • Coloque o interesse do grupo à frente do seu – Não é porque você acredita ter preparo e ganhou uma posição de confiança que não deve satisfação para mais ninguém. Para você ter uma ideia, o presidente deve satisfação a um conselho e este precisa tomar decisões com base nos movimentos do mercado e considerando a opinião do dono da companhia. Então, a autonomia não te dá o direito de legislar em causa própria.

No estudo Chegou a Hora de Ser Feliz no Trabalho, produzido pela Robert Half em parceria com a Happiness Works, Nic Marks, um dos maiores especialistas em felicidade do mundo, explica que a sensação de autonomia e liberdade é uma necessidade fundamental para as pessoas. Então, se ter poder de decisão está entre os seus desejos, vá em busca desse ideal, mas com passos cautelosos, sempre pensando no bem dos negócios, do grupo de colaboradores e da companhia como um todo.

Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half.

* Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half