Na guerra do streaming, Fox traz Copa do Mundo fora da TV paga

Por 34,90 reais por mês, a Fox anuncia o Fox+ com programação esportiva ao vivo, além do acesso ao acervo de séries como "The Walking Dead"

A guerra do streaming no Brasil acaba de ficar ainda mais interessante. Nesta semana, a Fox lançou por aqui um novo pacote para o seu aplicativo, o Fox+, cuja assinatura está agora totalmente desvinculada da TV paga e traz a programação de todos os 11 canais que a empresa transmite no país.

Mas essas não são as únicas novidades: além da variedade de filmes e séries, que incluem blockbusters como “The Walking Dead” e “This is Us”, os usuários terão acesso a uma programação esportiva que inclui a Copa do Mundo, a Libertadores e campeonatos europeus.

A assinatura mensal custa R$ 34,90 e o plano já está aberto para negócios em operadoras de telefonia e banda larga. Vale lembrar que o blog (ainda) não teve a oportunidade de usar o aplicativo, portanto, não podemos comentar pontos práticos sobre a sua usabilidade, por exemplo, ou a qualidade das transmissões ao vivo.

Como ficam os canais da Fox na TV paga?

Bom, o Fox+, querendo ou não, pode se traduzir em mais um golpe na TV paga, que vem perdendo cada vez mais assinantes mês a mês no Brasil. No último ano, o número de pessoas que assinavam esse tipo de serviço recuou em 3,9%.

Do lado da empresa, no entanto, a estratégia não é a de bater de frente com essas empresas, mas sim a de abocanhar uma fatia de mercado que nunca foi assinante de TV a cabo.

“A TV paga atinge 18 milhões de pessoas e há 29 milhões são assinantes de banda larga no”, explicou a EXAME Michel Piestun, executivo da Fox no país. “Há um universo de 11 milhões que podem acessar o nosso serviço via operadora de celular ou banda larga”, pontuou.

E o mercado do streaming?

Do ponto de vista do conteúdo, o Fox+ é uma tacada e tanto contra a concorrência, ainda mais quando lembramos que nenhum dos serviços de streaming mais populares em atividade no Brasil preenchia a lacuna deixada pelos esportes. Agora, os consumidores têm ao menos quatro opções: Netflix, HBO Go, Amazon Prime Video, cada qual com seu perfil.

Variedade é sempre bom, especialmente para quem está na ponta do consumo, mas é preciso saber o quanto as pessoas estão dispostas a gastar e diversificar. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pesquisa mostrou que 57% dos millenials crê que há serviços de streaming demais por aí e afirma preferir um mundo em que o conteúdo desejado estivesse reunido em apenas um deles.

 

 

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