O desafio de vender para geração millennials

Os jovens millennials são mais pragmáticos e não se apegam aos valores que serviram de referência para a criação da realidade atual

Vivemos um novo momento. A primeira impressão que se tem é a de que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura total, onde os mais velhos não entendem os jovens, que por sua vez, os consideram absolutamente lentos e desconectados da realidade atual. O aumento da expectativa de vida, alcançado nos avanços da ciência, contribui para a intensidade nos conflitos, pois existem mais gerações lutando por um lugar no mundo.

A tecnologia criou facilidades surpreendentes, mas há um efeito colateral que é a superficialidade nos relacionamentos. As pessoas estão mantendo seus “universos individuais” através dos seus equipamentos (smartphones, notebook, tablets, etc.) e concentrando os relacionamentos através de redes sociais, inclusive com empresas. Investigar, com novas abordagens, toda a complexidade que o novo cenário nos traz, é essencial neste momento, pois podem resultar em importantes avanços e inegável sucesso na identificação dos fatores de motivação do jovem.

O desafio das vendas para esse novo consumidor, numa época de múltiplas mensagens e plataformas de comunicação, é de dar voz ativa ao negócio em um cenário tão dinâmico. É de saber estabelecer com competência um diálogo com seus públicos nesta sociedade conectada em que vivemos hoje.

Os jovens millennials são mais pragmáticos e não se apegam aos valores que serviram de referência para a criação da realidade atual. Buscam desafios constantemente e esperam receber feedback com muita rapidez. Estão surpreendendo o mercado ao ignorar os padrões conhecidos, principalmente quando apresentam uma nova forma de expressar seu estilo de vida. Essa nova geração valoriza bastante o conceito da “atitude e da experiência”, assim como o “design”, mesmo que em muitas circunstâncias tenha que agir dentro de suas possibilidades, dando preferência para o melhor custo x benefício.

As empresas, além de terem seus porta-vozes bem preparados para atender aos consumidores, devem – de uma vez por todas – ser verdadeiras e coerentes tanto nos seus discursos quanto em seus hábitos. A empresa não precisa ter um discurso pronto para se comunicar com seus consumidores através da internet, basta ser transparente.

É claro que nos dias de hoje, isso parece uma utopia; a questão é que os consumidores conectados, sempre poderão utilizar suas redes para denunciar empresas e desmascarar questões que antes sequer ficaríamos sabendo.

A empresa que sabe explorar estas características ganha muito mais espaço e tem uma voz muito mais ativa com os hiperconectados.

Em um mundo onde as transformações alcançam conceitos exponenciais, a competitividade se transforma em posicionamento estratégico e os relacionamentos estabelecem diferenciais competitivos definitivos, as empresas precisam adotar um novo posicionamento, muito mais alinhado com os conceitos atribuídos hoje aos jovens millennials, que representam a maior fatia do mercado consumidor e de profissionais nesta próxima década.

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