Mudando o olhar sobre as Pessoas – Clientes e Funcionários

Como você pretende olhar as pessoas em 2016 na sua empresa? Leia o artigo de Leonardo Barci e veja como isso pode fazer toda a diferença.

Quando uma empresa com funcionários, clientes, fornecedores, contratos, estrutura física, processos e procedimentos é comprada, o que de fato o comprador está adquirindo?

Quando se fala de relacionamento, a compra de uma empresa pode significar o fim de uma série de relacionamentos. O Márcio, meu parceiro aqui no Blog e na youDb, costuma dizer que uma empresa morre quando ela fecha as portas ou quando ela é comprada –  isto porque a compra pode significar o fim da marca e tudo o que ela carregava até aquele momento.

Para pessoas que trabalham com compra e venda de empresas, a pergunta do início do texto é o que define o valor, a forma e a concretização (ou não) de um negócio.

O interessante neste tipo de transação é que ela abre a perspectiva para uma compreensão maior e melhor sobre como estamos tratando os diversos relacionamentos de nossas corporações.

Sob a ótica de compra e venda, os clientes e outras pessoas da relação formal com a empresa são considerados ativos que podem ser valorados e planilhados.

Será que quanto as pessoas valem é o mais importante na relação?

Se o mais importante na definição de prioridades de uma empresa for o lucro, então a resposta é sim.

Não tenho nada contra ou a favor do lucro, apenas gosto de considerar que ele é a representação de uma operação saudável (boas relações com todos os públicos dentro e fora da empresa, um equilíbrio entre o dar e receber, isto é, o que a empresa retira da sociedade e do meio à sua volta e que ela devolve através de produtos e/ou serviços de qualidade).

Estamos vivendo um momento desafiador na humanidade: buscamos traduzir tudo e todos em alguma referência monetária. Até aí, nenhum problema. Ou talvez sim…

Image courtesy of Serge Bertasius Photography at FreeDigitalPhotos.net
Image courtesy of Serge Bertasius Photography at FreeDigitalPhotos.net

O dinheiro desde há muito tempo não tem mais lastro em nada físico. Até a ‘conversão’ do dinheiro no ‘formato’ papel ou moeda para registros eletrônicos, ainda havia a limitação do próprio papel ou do metal! No momento em que traduzimos o dinheiro em bits & bytes em um banco de dados, esta limitação deixou de existir.

A questão seria cômica se não fosse trágica. Acho que em algum momento nos esquecemos de que criamos uma formula que pode escalar sua quantidade até o infinito, porém dentro de um planeta finito.

Este princípio básico tem levado nossa sociedade a aumentar um pouco de tudo. Se dinheiro é o mais importante, então tudo o que pode gerar mais dinheiro recebe incentivos e apoio…

Se -> mais pessoas significar mais clientes e mais ‘mão de obra’ -> Então, aumento populacional é algo desejável;

Se -> maior produção significa mais vendas -> Então um aumento de todo o tipo de atividade comercial e industrial é algo esperado;

E assim por diante…

Desculpe, caro leitor, se estou exigindo nesta abertura do ano sua atenção para pontos,  digamos, um tanto filosóficos. Mas este é tipicamente um momento de repensar o ano e refletir sobre onde iremos colocar nossa energia. Portanto, uma ótima oportunidade para rever nossos conceitos e decisões para 2016.

A pergunta que fica então é: como mudar esta lógica?

Não tenho uma resposta única ou mesmo definitiva, mas posso deixar com tranquilidade algumas indicações que vêm fazendo a diferença em empresas com as quais  temos tido a oportunidade de trabalhar e aprender juntos.

A primeira indicação é voltar ao que é essencial dentro de sua empresa. Porque ela abriu as portas em primeira instância? A que e a quem ela serve? Chamo a esta definição de Propósito Nobre, algo que mobiliza as pessoas a saírem de suas camas todos os dias e contribuírem com algo que faz o dia das pessoas melhor.

Talvez eu pareça  simplista ou até mesmo ingênuo na minha colocação, mas acredito que as empresas existem para servir a seus clientes. Se isto não acontece, existe uma grande chance de que em algum momento ela enfrente dificuldades de toda a espécie. Afinal, qual é o cliente que quer servir a empresa que lhe atende?!

Para a terceira sugestão que gostaria de colocar, sinceramente, não tenho uma resposta ainda muito clara, mas deixo algumas ferramentas de reflexão.

Para os funcionários e outras pessoas da relação interna da empresa ferramentas de análise de clima organizacional, entre outras, são ótimos indicadores de como ‘as coisas estão’ dentro da empresa.

A questão, porém, é simples e ao mesmo tempo desafiadora. A pergunta é: As pessoas que trabalham na empresa estão felizes? Não falo aqui sobre um clima de euforia, aquela alegria passageira. Mas um clima de camaradagem e trabalho em equipe onde os desafios são enfrentados em conjunto e os ganhos compartilhados.

Acho que para este último ponto talvez seja o maior desafio de mudança dentro e fora das empresas. Provável que muitas empresas fechem suas portas antes mesmo de chegarem a uma solução. O mundo vem passando por grandes transformações. Talvez a solução aqui seja, no mínimo, estar antenado ao que se passa ao redor e trazer para dentro de casa aquilo que melhor se adeque a cada realidade.

Bem-vindo a 2016. Um Feliz Ano e Boas Relações para você e sua empresa.

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