Ex-sócios de Banco Gerador disputam em Pernambuco dívida de R$ 11 milhões

Com o caso remetido ao Recife, a batalha entre os sócios deve recomeçar do zero

A disputa entre os ex-sócios do pernambucano Banco Gerador ganhou um novo capítulo. A Justiça de São Paulo decidiu remeter o caso para a de Pernambuco, centro da discussão envolvendo supostas irregularidades em uma cobrança de dívida. A pendência envolve o Gerador, um banco regional que começou a operar em 2009, oferecendo crédito na região Nordeste, mas que logo passou a sofrer com a concorrência de Caixa e Banco do Brasil. Os sócios decidiram se desfazer das carteiras de crédito, que à época somavam 350 milhões de reais, e venderam o Gerador para a financeira gaúcha Agiplan (atual Agibank) em 2016.

O banco se foi, mas as disputas ficaram. Dois dos três sócios, a família Macedo (Paulo Dalla Nora, Hilson de Brito e Paulo Sérgio Freire) e Severino José Carneiro de Mendonça cobram de Antonio Lavareda aproximadamente 40 milhões de reais. São quatro ações de cobrança – e uma delas, de 11 milhões de reais, está envolta em polêmicas. Segundo Lavareda, há falhas no título, emitido pelo Bradesco, o que levou o Ministério Público de São Paulo a recomendar a abertura de uma denúncia. Agora, com o caso remetido ao Recife, a batalha entre os sócios deve recomeçar do zero. As outras ações de cobrança, que somam 29 milhões de reais, seguem correndo na Justiça de Pernambuco.