Companhias aéreas estão na disputa pelo espólio da Avianca

Empresa pode vir a decretar falência caso leilão dos ativos fracasse; neste caso, 75 slots em Congonhas terão de ser distribuídos às concorrentes

A poucos dias do leilão dos ativos da Avianca Brasil, marcado para 7 de maio, companhias aéreas concorrentes se preparam para o pior cenário: o de que a venda fracasse e a empresa dos irmãos Efromovich vá à falência. Nessa hipótese, os slots, valiosos espaços para pousos e decolagens da Avianca em Congonhas, na capital paulista, teriam de ser distribuídos proporcionalmente entre as companhias que atualmente operam no aeroporto.

Já há pelo menos três empresas, inclusive estrangeiras, com processos prontos para entrar na Justiça pedindo que a Anac, a agência reguladora do setor, cumpra essa regra.

Os 75 slots no segundo aeroporto mais movimentado do país são o centro da briga pública da Azul, da Gol e da Latam pelo espólio da Avianca, que pediu recuperação judicial em dezembro.

A dívida da Avianca chega a 2,7 bilhões de reais.