Após crise contábil, CVC navega por mares ainda pouco explorados

Empresa escolheu um novo presidente executivo após suspeita de erro contábil que pode levar a uma revisão para baixo dos valores de vendas entre 2015 e 2019

Não são poucos os problemas que esperam Leonel Andrade na operadora de turismo CVC, a maior do Brasil. Depois de seis anos à frente da Smiles, a administradora do programa de fidelidade da companhia aérea Gol, Andrade foi escolhido neste mês pelo conselho de administração da CVC como o novo presidente executivo da empresa.

O presidente anterior, Luiz Fernando Fogaça, renunciou depois da divulgação pela CVC de uma suspeita de erro contábil que pode levar a uma revisão para baixo dos valores de vendas entre 2015 e 2019, de 250 milhões de reais.

A disseminação do coronavírus pelo mundo também deve pesar nos resultados da operadora de turismo por um bom tempo.

Segundo a EXAME apurou, o plano de Andrade para colocar a CVC no rumo certo repete um pouco da receita que levou a Smiles a liderar o setor de fidelidade e a multiplicar por 4 seu valor de mercado durante o mandato do executivo, para 9 bilhões de reais no auge, em 2018. A ideia é aumentar o uso da ciên­cia de dados na operadora de turismo para ampliar a base de clientes e vender mais serviços a quem compra seus pacotes de viagem.

Desse modo, a CVC vai aumentar o poder de fogo contra a própria Smiles, que nos últimos anos passou a comercializar hospedagem e aluguel de  veículos também.