Ele errou duas vezes. E ainda foi promovido

A ordem do chefe era clara: criar um novo tipo de refrigerante, capaz de  competir com Coca e Pepsi. Então, o químico Roy Plunkett, da Du Pont americana, iniciou os testes. Em um deles, colocou diversas substâncias gasosas dentro de um cilindro. Porém, para a sua surpresa, a mistura solidificou-se. Intrigado, dr. Roy decidiu cortar o cilindro ao meio. E descobriu uma curiosa resina branca, na forma de pó, que […] <div class="read-more"><a href="https://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/oportunidades-disfarcadas/2016/09/29/ele-errou-duas-vezes-e-ainda-foi-promovido/" class="more-link">Leia mais</a></div>

A ordem do chefe era clara: criar um novo tipo de refrigerante, capaz de  competir com Coca e Pepsi. Então, o químico Roy Plunkett, da Du Pont americana, iniciou os testes. Em um deles, colocou diversas substâncias gasosas dentro de um cilindro.

Porém, para a sua surpresa, a mistura solidificou-se. Intrigado, dr. Roy decidiu cortar o cilindro ao meio. E descobriu uma curiosa resina branca, na forma de pó, que ele foi mostrar ao seu diretor.

Pergunta: o que você faria se estivesse no lugar do chefe? Qual é a sua atitude perante um subalterno que cometeu dois equívocos: não cumprir a tarefa e ainda danificar o patrimônio da empresa, o cilindro?

Provavelmente, pressionado pela cultura imediatista e pressão por resultados, você lhe daria um sermão, mandaria jogar tudo fora e começar de novo. E advertiria: desta vez, não falhe!

Felizmente, os tempos eram outros: 1938. E o chefe pediu para o químico pesquisar as qualidades do novo material. Sabe qual a sua principal propriedade? Ser extremamente escorregadio (na verdade, o Guinness Book of Records reconheceria mais tarde tratar-se da substância mais antiaderente do mundo).

Enfim, para encurtar a história, apenas 3 anos depois, os primeiros produtos com Teflon chegavam ao mercado.

Atualmente, o Teflon está presente em revestimento de panelas, tecidos, tapetes, móveis, fios elétricos, próteses, lâmpadas, vidros, automóveis, propulsores de foguetes etc.

Uma das definições de erro, segundo o Aurélio, é desvio. E os desvios costumam levar-nos a lugares desconhecidos, onde ninguém nunca esteve. É lá que as inovações nos esperam.

E Roy Plunkett, que errou duas vezes, o que aconteceu com ele? Foi promovido, passou a integrar o National Inventors’ Hall of Fame e, como este post mostra, entrou para a história.

 

 

Fontes:

Book The Origin of (almost) Everything, Graham Lawton – John Murray Publishers, 2016

http://www.todayifoundout.com/index.php/2011/08/teflon-was-invented-by-accident/

http://teflon.com.br

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