O melhor da HSM EXPO 2017

Confira os highlights e principais insights do maior evento de gestão empresarial da América Latina

A 17ª edição da HSM EXPO superou todas as minhas expectativas. A programação foi de tirar o fôlego. Foram 3 dias de evento (6, 7 e 8 de novembro) e mais de 100 palestras abordando tudo o que há de mais atual e relevante no mundo dos negócios. Como sempre, a curadoria do evento estava impecável e reuniu um line-up [de palestrantes] imperdível. A oportunidade de conhecer pessoalmente os maiores ícones da gestão mundial foi simplesmente surreal! 

Nessa edição o participante podia “navegar” pela programação do evento de acordo com seu interesse. As trilhas de conhecimento se dividiam em seis auditórios e quatro arenas. Tudo muito bem organizado. Nos auditórios ocorreram os workshops (com metodologia learn by doing) e as palestras temáticas (com metodologias ativas de aprendizagem). Nas arenas aconteceram as palestras sobre liderança, transformação digital, sustentabilidade, gestão e inovação. 

O evento reuniu mais de 6.000 executivos presencialmente e outras 25.000 pessoas acompanharam via satélite. O assunto mais discutido durante a HSM EXPO 2017 foi: como o avanço da tecnologia vai afetar o mercado de trabalho. Os robôs vão substituir o homem?

Confira abaixo os highlights e principais insights do evento.

Originais: como os inconformados movem o mundo (Adam Grant)

Adam Grant abriu o evento com maestria. Professor da Wharton School, ele é um ícone da psicologia organizacional e autor de dois best-sellers: Originais – Como Os Inconformistas Mudam o Mundo (um dos meus livros favoritos) e Dar e Receber

Ele começou dizendo que a criação de um ambiente receptivo às novas ideias é possível e tem a capacidade de transformar a forma como as corporações fazem negócio. 

Um dos pontos que ressaltou é que todos nós poderíamos nos tonar mais originais. “Não acho que falte originalidade no Brasil“, comentou. “Mas o problema vem depois de ter a grande ideia: como transformá-la em realidade?” Existem algumas formas de cultivar um ambiente que propicie a inovação.

O velho lema “não me traga problemas, traga soluções!” é uma filosofia perigosa, pois tira a segurança psicológica que permite a originalidade dos colaboradores. Ele enfatizou que a chamada “segurança psicológica” tem um papel crucial para que haja inovação dentro das empresas. Primeiramente, é preciso que exista um ambiente que estimule e abra espaço para as novas ideias. Os colaboradores devem saber que podem compartilhar o que pensam de forma transparente — e que não sofrerão retaliações por consequência. Tudo deve transcorrer com transparência e feedback frequente. “Mesmo que a verdade seja inconveniente, você deve ouvi-la“, e ao invés vez de perguntar só na hora em que o funcionário está saindo da empresa, o que poderia ter sido feito para mantê-lo no cargo, o líder deveria fazer essas perguntas logo no inicio, já na entrevista. Grant defende uma cultura em que se possa falar abertamente de problemas.

Ele surpreendeu ao dizer que “contratar funcionários que não se adequam à cultura da empresa é apostar na diversidade, que é essencial para a evolução”, complementando que “muitas empresas buscam colaboradores que se encaixem à sua cultura, mas, para desenvolver o pensamento original e fomentar novas ideias, o melhor caminho é buscar olhares diversos, identificando lacunas e buscando pessoas que contribuam e acrescentem culturalmente”. Ou seja, é preciso privilegiar o “culture contribution” ao invés do “culture fit”, muito embora seja positivo a contratação de pessoas alinhadas com a cultura da companhia em sua fase inicial seja positivo, porém, conforme a empresa cresce, é necessário diversidade de pensamento para impulsionar a originalidade.

Ainda sobre cultura, Grant alertou que existem dois tipos de profissionais no mercado, os doadores e os tomadores. “Doadores são os que buscam formas de contribuir com a empresa e seus projetos. Já os tomadores são aqueles que pensam apenas nos próprios interesses e visibilidade, que não dão espaço para os demais. É preciso aprender a identificar e evitar esse segundo perfil. Os tomadores são mortais para a cultura das empresas.”

O inevitável: as 12 forças tecnológicas que definirão nosso futuro (Kevin Kelly)

O renomado guru de tecnologia, co-fundador da revista Wired e autor do best-seller: Inevitável – As 12 Forças Tecnológicas Que Mudarão o Nosso Mundo, Kevin Kelly, falou sobre o impacto da evolução tecnológica em nossas vidas, as oportunidades e transformações advindas desse avanço e as tendências da inteligência artificial. Sua palestra foi sem dúvida uma das melhores

“Estamos no começo de tudo, o momento ideal para dominar as ferramentas disponíveis”, disse ele. “tudo será um pouco mais inteligente no futuro. A inteligência artificial terá emoções e será criativa”.

Kelly repetiu algumas vezes que a inteligência artificial, ainda que com toda sua complexidade e desdobramentos, será uma commodity. “Como a eletricidade, essa inteligência será oferecida em rede, na nuvem. Você compra, se pluga na nuvem e utiliza”, ele esclareceu. “É pegar a inteligência artificial e desenvolver o próximo Uber, um novo alimento, ou sapato tecnológico”. O guru afirmou que as próximas “10 mil startups” serão construídas dessa forma. “Pegue IA, adicione algo e você terá um novo negócio“.

Outro ponto importante é a interação, que será transformada pela internet das experiências. “A realidade virtual deve se tornar a rede mais social de todas, estaremos sempre em contato com outras pessoas”, explicou Kelly. “Logo mais, a internet atual, que é a da informação, será substituída pela internet das experiências”. De forma que as experiências passarão a ser a nova moeda desse mundo. Tais experiências poderão se dar através de telepresença. Você poderá estar em lugares que normalmente não estaria. Nesse contexto, bolar novas formas de proporcionar interação entre as pessoas e as marcas / produtos por meio da tecnologia representa uma grande oportunidade de negócio.

Uma das coisas mais interessantes que o Kevin Kelly falou durante a palestra foi que: “Os dados sobre os clientes são quase tão valiosos quanto os próprios clientes“. Ele citou exemplos de empresas que utilizam a “datificação” a favor de seu crescimento e comparou os valores de mercado da Ford e da Tesla, que é infinitamente maior, evidenciando a maneira como essas duas empresas se portam em relação ao armazenamento de dados de seus clientes. Sendo que “A transparência é a chave da personalização e os dados são o novo petróleo”.

Outro ponto interessante é o mercado de trabalho. Kelly explicou que a inteligência artificial não roubará nossos empregos, nem destruirá a criatividade humana, muito menos invalidará a forma com que pensamos e criamos negócios. “A inteligência artificial proporciona um novo tipo de conhecimento, diferente do humano, e vai trabalhar em conjunto com o homem – não contra ele”.

As terceira e quarta tendências são, respectivamente, o acesso e o compartilhamento. “Ter acesso imediato a um produto se torna mais vantajoso do que, necessariamente, ter o produto. Um exemplo disso é o Netflix, onde é possível assistir um filme sem compra-lo”, contextualizou.

O guru encerrou dizendo que não explicou sobre a coisa mais importante, “pois ela ainda não foi criada”, disse. Assim, fica a mensagem de que o futuro é agora e as possibilidades se abrem para quem quer inovar.

Rebeldes tem asas | A história por de trás do livro – Rony Meisler

Ah, o Rony! O Rony é uma daquelas pessoas raras. Que só de ficar perto a gente já se sente mais vivo! O cara é sensacional. 

Ele contagiou a audiência e encheu nossos corações de esperança. Falou muito sobre o capitalismo consciente e a importância de se ter um propósito. A causa da Reserva, por exemplo, é “cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias”. 

Para quem não conhece a eletrizante história da Reserva, recomendo fortemente a leitura do livro Rebeldes Têm Asas, recém lançado por ele. Hoje a Reserva tem 65 lojas próprias, 9 franquias, mais de 1.400 multimarcas revendedoras e um faturamento anual de aproximadamente R$400 milhões. O mais bacana é a maneira como ele conduz o negócio. Na Reserva existe licença paternidade, contratação de funcionário da terceira idade, os colaboradores são premiados, e as lojas têm uma área de “penetras”, onde são vendidas marcas como Vans, JansPort, Fred Perry e New Balance, têm barbearia e até chopp!

Em 2016 o Rony criou o maior projeto social do mercado de moda brasileiro: o 1P5P, no qual a cada produto vendido na Reserva e Reserva Mini, a doação de 5 pratos de comida é viabilizada através de instituições parceiras. Já foram doadas mais de 8 milhões de refeições desde o lançamento da campanha.  

“Se o conselho é bom, o exemplo arrasta”, afirmou.

Por dentro da máquina de inovação da Tesla Motors – JB Straubel

JB Straubel, um dos fundadores e CTO da Tesla Motors, encerrou as apresentações do 1° dia do evento.

Ele defende que a inovação nasce nas startups porque elas podem arriscar mais e precisam encontrar [novos] meios de concorrer com as grandes corporações. “É difícil para uma empresa já bem estruturada correr o risco de prejudicar um produto campeão de vendas”, explicou.

Na concepção dele, a tendência é que as grandes empresas se aproximem dos centros de inovação para acompanhar o que está acontecendo, o que há de mais novo. “Gigantes do setor automobilístico, por exemplo, migraram para o Vale do Silício. Essa região tem um histórico de atração para pessoas inovadoras”, contextualizou.

Quando questionado sobre a sinergia entre o foco nos resultados trimestrais e a inovação, o executivo explicou que não existe uma receita definitiva para o sucesso, mas reforçou: “é preciso ter foco no longo prazo, sem abrir mão de entregar bons produtos para o consumidor”.

Straubel reiterou que a missão da Tesla Motors é revolucionar os segmentos automobilístico e de energia. “O desafio é disponibilizar veículos elétricos em larga escala, com boa autonomia e com infraestrutura para redução de custos”, finalizou. 

Inovação Disruptiva: aprendendo a antecipar e surfar nessa onda – Chip Conley

Chip Conley é conselheiro do Airbnb, e palestrou no 2° dia do evento. 

“Primeiro eles te ignoram; depois te ridicularizam; em seguida, lutam contra você; e aí, você vence”! Essa frase de Gandhi marcou a chegada de Conley ao time do Airbnb. Ele se juntou à startup quando tinham apenas 300 funcionários. E foi a primeira coisa que disse aos colaboradores. Hoje ele não está mais na companhia, tornou-se conselheiro e trabalha como consultor em inovação.

Chip considera que o grande diferencial dos inovadores disruptivos é a capacidade que eles têm de perceber uma onda de mudança se formando, assim como um surfista é capaz de identificar uma boa onda se aproximando. “Os surfistas conseguem de longe saber se a onda que está chegando, vale a pena pegar ou simplesmente devem deixá-la passar”.

Foi exatamente isso que aconteceu no passado com as grandes redes hoteleiras, que começaram a expandir seus negócios ao perceberem que o governo americano estava construindo mais estradas e as famílias começavam a viajar mais.

Um exemplo mais recente é justamente o caso dos fundadores do Airbnb, que perceberam a “onda” da economia compartilhada chegando com tudo, juntamente com o desejo dos millennials de vivenciarem experiências locais em suas viagens, e então, criaram a plataforma de aluguel de casas/apartamentos. O modelo de negócio é tão disruptivo, que hoje o Airbnb é a maior rede de hospedagem do mundo, sem possuir um único quarto de hotel.

Ele contou que os fundadores do Airbnb o abordaram dizendo que queriam democratizar a hospitalidade. “Eu fiquei impressionado com o entusiasmo deles, mas nunca tinha ouvido falar do Airbnb. Eu era o surfista que não viu a onda chegando. Mas por sorte me colocaram na prancha”. 

Conley acredita que nenhuma inovação chega sem prenúncio: elas oferecem alguns sinais que qualquer um pode aprender a notar. Ele citou que existem três regras da inovação que indicam que uma “onda” não é passageira: a inovação chega com um certo “aviso”, alguns movimentos evidenciam que algo está por vir; a inovação sempre resolve uma necessidade humana que até então não tinha solução; as empresas que dominam o mercado costumam ignorar os novos entrantes, até o sinal de que é mesmo uma tendência de longo prazo e que deve ser adotada pelo mercado. 

A inovação tende a acontecer em setores onde as empresas atuantes não têm o hábito de ouvir os clientes, coletar feedback para saber o que os consumidores estão achando do produto / serviço. Por isso os taxistas perderam mercado para o Uber / Cabify / Lift, os bancos estão sendo desafiados pelas Fintechs, e o varejo está sendo engolido pela Amazon. 

The Best of Jack Welch: Gestão e Execução de Classe Mundial – Jack Welch

Jack Welch (82) é ex-presidente da GE e um dos empresários mais admirados do mundo. Ele é diretor da Crotonville Hill – primeira universidade corporativa do mundo – e consultor de grandes empresas. Ele encerrou o 2° dia do evento com sua palestra via satélite.

Jack foi nomeado “gestor do século” pela revista Fortune. Durante os mais de 20 anos trabalhando na GE, elevou o valor de mercado da companhia de US$ 13 bilhões para US$ 400 bilhões. “Na época, colocamos na empresa placas dizendo: detesto a burocracia e os burocratas. Depois executamos a mensagem”Na ocasião, vinte cargos de liderança foram eliminados , “porque quanto maior a linha hierárquica, pior é o telefone sem fio”, enfatizou. “E os líderes têm que estar próximos do chão de fábrica, ou melhor, no chão de fábrica”.

Para ele, “a cultura é o que soluciona grande parte desses problemas”. “Se você tiver uma cultura forte, as pessoas abraçam esse sentimento e terão um engajamento maior com a empresa”.

Outro ponto abordado por ele foi a importância de valorizar os funcionários que têm uma performance acima da média. “Um elemento essencial para o crescimento de uma empresa é a diferenciação de seus funcionários. Você tem que ser transparente para ganhar a confiança dos profissionais e recompensá-los de acordo com o seu desempenho”, explicou.

Segundo Jack, para prosperar a regra do jogo é como a do futebol: basta montar o time com os melhores jogadores. “Minha experiência mostrou  que  os melhores são aqueles com  maior paixão e vontade de crescer, de realizar, são conhecedores do sabor e das vantagens da vitória”. Surge a grande questão, como identificá-los? “Conversando individualmente com cada um, e não em grupos de 50 pessoas. Acompanhando seu trabalho de perto, incentivando, motivando, colocando tudo em prática”. A relação pessoal , a motivação e o exercício da teoria  na vida como ela é também estão presentes nos alicerces da Crotonville Hill. “Eu dou aula na segunda-feira, os alunos colocam em prática na terça e 60 % deles são promovidos durante o curso”, disse orgulhoso. “O mundo está muito acelerado, o ensino deve ser prático, dinâmico, com informações úteis, instigantes”.

Sobre a transformação digital que assola os mercados e negócios tradicionais, ponderou: “Precisamos falar sobre mudança o tempo todo! Temos quer ser paranóicos com o que vai acontecer amanhã. Sempre fazendo com que a organização esteja pronta para a próxima pancada”. E completou: “Quando o ritmo de mudança dentro da sua empresa for ultrapassado pelo ritmo da mudança fora dela, o fim está próximo”

Jack deixou uma dica para as startups: “use toda a sua energia para se manter ativo, em movimento, ágil. Sabemos que a burocracia sempre se interpõe no trabalho diário, mas não permita que isso aconteça. Nunca perca esse espírito”. 

Por fim, concluiu sua apresentação expondo sua opinião a respeito da possível ascensão dos robôs sobre cargos que hoje são ocupados por pessoas. “A inteligência artificial é importante e deve ter lugar em todas as empresas. Contudo, nunca vi nenhuma máquina demonstrar a paixão, compromisso e o entusiasmo de um profissional. Não observo robôs inovando, mas sim executando tarefas. Acredito que há espaço para os dois no ambiente corporativo”, finalizou.

Organizações exponenciais: por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e de menor custo – Salim Ismail

Salim Ismail abriu o 3° dia do evento. 

Salim foi vice-presidente do Yahoo! e fundador da Angstro (vendida para o Google em 2010). É autor do livro Organizações Exponenciais – um dos meu favoritos, e leitura obrigatória. Ele é co-fundador e embaixador mundial da Singularity University, focada em desenvolver uma nova geração de líderes para administrar as crescentes tecnologias exponenciais.

Segundo ele “Nunca, na nossa história, vimos tantas tecnologias crescendo tão rápido e ao mesmo tempo. É uma época impressionante!”, e aconselhou: “O mundo está se transformando em um ambiente digital e você precisa descobrir como vai se adaptar.”

Salim pontuou que “Hoje as tecnologias são diversas e ganham escala com muita facilidade, porém, a maior parte das companhias não está preparada para acompanhar esse ritmo. Isso porque as empresas estabelecidas se otimizam no mundo de escassez e estamos em um mundo de abundância digital”.

Para Salim, é preciso que aconteça a transição do conceito linear para o exponencial. “Tanto nossa educação formal quanto nossa intuição nos moldaram para fazer associações lineares, mas os dados hoje são exponenciais. Em 10 ou 15 anos de crescimento da internet nos tornaremos cada vez mais dominados pela informação. O primeiro passo é garantir que as pessoas passem a pensar de modo diferente”.

O executivo também expôs o entendimento diferenciado que as empresas exponenciais têm sobre a evolução da tecnologia, descrevendo os mecanismos para a adoção de ideias e estrutura de uma organização exponencial. De acordo com Salim, as empresas não devem apenas construir uma plataforma, mas se tornar uma. E nesse contexto, a informação acelera tudo, mas é preciso lidar com as informações corretas, relevantes e suficientes. “E seus produtos e serviços estão prontos para essa mudança?”, questionou. “Todas as funções de negócios estão mudando. É preciso ser adaptável, ágil e rápido e as estruturas das organizações não estão prontas para isso”, concluiu.

Sem limites: a incansável busca pela excelência – Michael Phelps e Bob Bowman

Phelps é considerado um dos melhores nadador do mundo e possui 28 medalhas de ouro. O nadador subiu ao palco com seu treinador Bob Bowman. Eles participaram de um talk show moderado pelo fundador da HSM, José Salibi Neto, no qual fizeram um paralelo entre o mundo das piscinas e o mundo dos negócios. O foco da conversa foi alta performance.

O “tubarão de Baltimore” como é chamado, explicou seu ritual de preparação para as competições em detalhes: “Eu conseguia gerenciar minhas emoções e ir me superando. Bob me ensinou a me preparar visualmente para as competições. Eu via como queria que a competição acontecesse e não perdia o foco no que eu tinha que fazer.”

Ele conta que detestava perder e por isso, seguia à risca tudo que Bob o orientava, e sempre dizia ao treinador: “Quero ter oportunidade de fazer algo muito grande”. Então, Bob confessou a todos: “Quem tem um desempenho excepcional, não suporta a dor da perda. Phelps não tolera o segundo lugar. É por isso que se prepara tanto.”

“Se você tirar o ‘não consigo’ fazer tal coisa, e substituir por ‘como eu posso fazer isso?’, você consegue solucionar o problema, e realizar os seus sonhos”, afirmou o nadador. 

Os desafios da gestão na 4ª revolução industrial – José Salibi Neto e Sandro Magaldi

Os queridos José Salibi Neto (fundador da HSM) e Sandro Magaldi, subiram no palco de uma das Arenas e compartilharam um pouco do conteúdo do novo livro que irão lançar em 2018, logo depois do Carnaval. A platéia ficou vidrada! 

Os dois traçaram uma linha do tempo e foram discutindo as principais mudanças disruptivas e inovações que aconteceram desde o início da (1ª) revolução industrial no século XVIII/XIX – motores à vapor, administração científica. Foi um show!

Não vou me aprofundar muito para não dar spoiler do livro, mas, fica a minha recomendação de leitura, o livro promete ser espetacular!

Ataque e Contra-ataque: estratégias para vencer em tempos de incertezas – Ram Charan

“Por favor, levantem-se, fechem os olhos e meditem sobre o futuro. Não sejam pessimistas, sejam otimistas. Faz muita diferença”. Assim começou a palestra do guru indiano.

(Re)conhecido como uma das maiores autoridades em gestão do mundo, Ram Charan fechou a HSM EXPO 2017 com o auditório lotado. Ele é autor de 15 best-sellers, que já venderam mais de 2 milhões de cópias em 12 idiomas. É mentor dos mais bem-sucedidos CEOs do mundo, incluindo o próprio Jack Welch. Durante 35 anos atendeu empresas como GE, DuPont, Novartis, Home Depot, 3M e Verizon. Formado em Engenharia, Charan possui MBA e doutorado pela Harvard Business School, onde se tornou professor. 

Durante sua palestra usou os telões para  apresentar suas ideias escritas a próprio punho em folhas de papel, desceu do palco e andou pela platéia. Discorreu sobre tendências inevitáveis, catalisadores que causarão mudanças estruturais, as novas estratégias para vencer e transições para a nova era digital. O guru mostrou como o mundo digital está influenciando a vida e a forma de fazer negócios. “Não seja a pessoa que sofre a disrupção, faça voce a disrupção”, e continuou: “O novo jogo é aprender novas ideias. A obsolescência é horrível. Estejam preparados para o futuro.”

Charan sugeriu a todos, substituir o medo do futuro por informação. “Estamos na era da inteligência artificial, qualquer pessoa que não a conhece, tem medo. Mas a inteligência artificial é uma coleção de equações matemáticas desenvolvidas no final do século 19. Procure conhecê-la e entendê-la, para então, tirar proveito”.

Ele alertou que o segredo, diz ele, é pensar como um disruptor: “Crie a mudança e saia na frente se você quiser vencer”, declarou. “A economia no futuro será inteiramente digital. Toda e qualquer empresa será digital. Vocês vão participar dela ou não?”

O consultor deixou uma reflexão para os players do mercado brasileiro, dizendo que ele vai além da fronteira. “Podemos criar produtos e serviços que serão usados em outros países. Se existe um mercado aqui no Brasil, o potencial desse mesmo mercado pode ser 10 vezes maior”.

Como alguém bem comentou … a HSM EXPO é a “Disney” dos negócios. Evento obrigatório na agenda de quem quer se atualizar / aperfeiçoar! 

Por fim, o conteúdo foi realmente muito rico. Neste artigo eu comentei de forma resumida as palestras que eu mais gostei. Não perca o HSM EXPO 2018, vale cada centavo!

*** Dica: a HSM lançou uma plataforma de vídeos com muito conteúdo bacana, a HSM EXPERIENCE, eles estão oferecendo a assinatura mensal ao preço promocional de R$59,90 / mês e você pode cancelar a hora que quiser.


Sobre a HSM

A HSM é a mais completa plataforma de educação corporativa do Brasil, e promove eventos que reúnem os maiores pensadores da gestão mundial. 

Line-up de palestrantes da HSM EXPO 2017

Jack Welch (CEO da GE por vinte anos e autor best-seller); Ram Charan (mentor dos principais CEOs do mundo e autor 15 best-sellers); Amy Cuddy (psicóloga social, professora em Harvard e um dos TED Talk mais assistidos); Nassim Taleb (Phd, empresário, cientista e autor best-seller); Salim Ismail (co-fundador da Singularity University); Adam Grant (autor best-seller); JB Straubel (CTO da Tesla Motors); Stelleo Tolda (co-fundador e COO do Mercado Libre); Kevin Kelly (co-fundador da revista Wired e autor best-seller); Chip Conley (conselheiro do Airbnb); José Galló (presidente das Lojas Renner); Laércio Consentino (CEO da TOTVS); Pedro Parente (presidente e membro do Conselho de Administração da Petrobras); Michael Phelps e Bob Bowman (atleta olímpico / treinador); entre tantos outros.


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Cláudia Augelli

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