Alianças partidárias: tendências

Sem Huck e Joaquim Barbosa, a corrida eleitoral vai ficando mais definida. Mas as possíveis alianças partidárias continuam em aberto para os 11 partidos mais importantes do país

Os dois nomes que representariam a maior novidade política na disputa pelo cargo de presidente da República nas eleições deste ano estão fora do páreo. Em fevereiro, o apresentador de TV Luciano Huck revelou ter desistido de concorrer; na semana passada foi a vez de o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), anunciar a desistência. Há especulações sobre o nome de Josué Alencar (PR), filho do falecido José Alencar, ex-vice-presidente do país nos dois mandatos de Lula (2003-2010).

Seis candidatos à Presidência dificilmente sairão da disputa: Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e Guilherme Boulos (PSOL). Eles buscam o apoio de outras legendas para aumentar sua competitividade no processo eleitoral. As principais legendas em disputa são as seguintes:

MDB

A legenda tem três caminhos possíveis: 1. Candidatura própria (com o presidente Michel Temer ou o ex-ministro Henrique Meirelles); 2. Apoio a Geraldo Alckmin (PSDB); 3. Não fazer aliança no plano federal. Pesquisa divulgada pelo jornal O Globo (11) revelou que dos 27 diretórios estaduais do MDB, 20 rejeitam aliança com Alckmin. Com isso, as outras duas alternativas passam a ser as mais prováveis.

PT

A prisão do ex-presidente Lula deixou o partido completamente perdido. Oficialmente, os petistas ainda defendem a sua candidatura e dizem que farão o seu registro. Mas hoje a sigla está dividida entre sair com candidatura própria (Lula, Fernando Haddad ou Jaques Wagner) ou apoiar Ciro Gomes (PDT). A tese da candidatura própria ainda é majoritária.

DEM

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), é o pré-candidato da legenda. A tendência é que o DEM, que hoje se divide entre apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), não tenha candidato próprio. Com o PSDB, tem grande chance de indicar o vice na chapa. DEM e PP podem caminhar juntos na sucessão.

PP

O partido intensificou o diálogo com o PDT de Ciro Gomes. O empresário Benjamin Steinbruch, que se filiou ao PP, é cotado para vice de Ciro. É um movimento semelhante ao realizado por Lula em 2002, quando se aliou ao então empresário José Alencar para dar uma sinalização positiva ao setor produtivo. Mas não pode ser descartada uma adesão do PP à candidatura tucana de Alckmin.

PR

A legenda tem se aproximado de Jair Bolsonaro (PSL). O senador Magno Malta (PR-ES), evangélico, é cotado para vice. Entretanto, o ex-deputado Waldemar da Costa Neto é quem controla o partido. Assim como o PP, não pode ser descartada uma aliança com o PSDB. Outra possibilidade seria o lançamento de uma candidatura própria. O empresário Josué Alencar, potencialmente, poderia tentar uma aliança com DEM, PP, PRB e Solidariedade.

PSD

Partido controlado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. Tem excelente relacionamento com o PSDB paulista, por isso a tendência é apoiar Geraldo Alckmin.

PSB

Com a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, de concorrer ao Palácio do Planalto, o partido ficou sem uma opção viável de candidatura própria. Hoje está dividido entre apoiar Ciro Gomes ou não fazer coligação no plano federal. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), por conta de sua proximidade com Alckmin, prefere que o partido não apoie nem lance candidatura própria e concentre os recursos financeiros nas eleições de governador, senador, deputados federais e estaduais.

PPS

Depois de ver frustrada a tentativa de atrair o apresentador de TV Luciano Huck para concorrer ao Planalto, o PPS aprovou a indicação de apoio ao tucano Geraldo Alckmin. O senador Cristovam Buarque (PPS), que concorreu à Presidência em 2006 pelo PDT, foi convidado para elaborar o programa de Alckmin na área de educação.

Solidariedade

O partido lançou a pré-candidatura de Aldo Rebelo ao Palácio do Planalto. Mas o Solidariedade pode desistir de concorrer com candidato próprio e apoiar o PSDB.

PCdoB

É pouco provável que a candidatura da ex-deputada federal Manuela D’Ávila se sustente. A tendência é que o PCdoB se junte ao PT, seja apoiando um candidato da legenda, seja fazendo coligação com Ciro Gomes (PDT).

PRB

Tem candidato próprio. É o empresário Flávio Rocha. A legenda, entretanto, conversa com vários partidos. Flávio defende a construção de uma aliança de centro. O destino do PRB está em aberto, mas a tese de candidatura própria parece hoje ser a menos provável.

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  1. Marcia Candido

    O Brasil precisa de um rumo certo e seguro. O Brasil precisa de Geraldo Alckmin.

  2. Quando Alckmin começar a mostrar o que fez por São Paulo, tenho certeza que terá grandes chances de vencer essa eleição.