Política econômica no limite do estrangulamento

A piora nas contas públicas, o reaparecimento da inflação, a queda nos investimentos e no PIB, o recente rebaixamento da perspectiva da dívida do Brasil de estável para negativa pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s, sem falar na carga tributária escorchante que afeta o desenvolvimento das empresas e do país, são apenas alguns dos sérios problemas que a economia brasileira vem enfrentando. Nesta entrevista, Gustavo Grisa, que […] <div class="read-more"><a href="https://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2013/07/08/politica-economica-no-limite-do-estrangulamento/" class="more-link">Leia mais</a></div>

Gustavo Grisa

A piora nas contas públicas, o reaparecimento da inflação, a queda nos investimentos e no PIB, o recente rebaixamento da perspectiva da dívida do Brasil de estável para negativa pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s, sem falar na carga tributária escorchante que afeta o desenvolvimento das empresas e do país, são apenas alguns dos sérios problemas que a economia brasileira vem enfrentando. Nesta entrevista, Gustavo Grisa, que é economista com MBA em Negócios Internacionais pela Thunderbird School (EUA), sócio da consultoria Agência Futuro e especialista do Instituto Millenium afirma que será necessário a partir de 2015 fazer um ajuste fiscal severo e explica por que: “Simplesmente por uma razão imperativa: as contas precisam fechar, e o crescimento da receita através da carga tributária está no limite do estrangulamento”.

Imil: Depois da crise de 2008/2009, tudo indica que houve uma onda de afrouxamento generalizado de restrições orçamentárias. Como o senhor analisa o cenário atual decorrente dessa situação?
Gustavo Grisa: O dispêndio público aumentou mais em função de uma gestão que não priorizou o seu controle do que da tentativa de contrapor à crise internacional. O afrouxamento foi generalizado, e não um processo seletivo de investimento e modernização institucional, como seria o indicado. O cenário atual é que teremos que realizar este ajuste nos próximos três anos, com menos opções de escolha.

Imil: Em 2010, às vésperas das eleições presidenciais, Dilma Rousseff declarou: O papo de ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem. Não se faz ajuste fiscal porque se acha bonito. Faz (sic) porque precisa. E eu quero saber: com a inflação sob controle, com a dívida caindo e com a economia crescendo, vou fazer ajuste fiscal para contentar a quem? Quem ganha com isso. O povo não ganha.” (O Globo, 11/9”). Chegamos quase ao fim do primeiro mandato, o cenário econômico mudou, para não dizer, piorou. Não tínhamos, por exemplo, o reaparecimento da inflação. O que pode vir por aí?
Grisa: Será necessário, possivelmente a partir de 2015, um ajuste fiscal severo, simplesmente por uma razão imperativa: as contas precisam fechar, e o crescimento da receita através da carga tributária está no limite do estrangulamento. A grande questão é a má qualidade do gasto público, ou seja, o baixo retorno que o cidadão recebe em proporção aos recursos utilizados. Os recursos para investimentos são ínfimos se comparados ao custeio, principalmente com pessoal. Quanto ao controle inflacionário, é mandatório, por uma constatação muito simples: a inflação corrói a qualidade de vida da classe média, e, principalmente, da classe trabalhadora.

Leia a entrevista completa

 

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