Como me livrei do confisco da poupança. Será que pode acontecer de novo?

O golpe de sorte que salvou meu dinheiro.

Hoje contarei como me livrei do confisco da caderneta de poupança, coordenado pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello na década de 1990. Falarei sobre um “golpe de sorte” e como ele foi importante para o meu processo de enriquecimento.

Na ocasião, eu era estudante de Engenharia Agronômica na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em Londrina, no Paraná. E tudo o que eu tinha na vida, em termos financeiros, eram os depósitos realizados pelos meus avós em uma caderneta de poupança.

No entanto, sempre tive um ímpeto de querer crescer economicamente de forma rápida, algo muito comum na idade em que eu estava na época. Quem nessa faixa etária, entre 18 e 21 anos, além da pressa de enriquecer, também não deseja comprar o seu primeiro carro importado ou realizar grandes viagens? Isso é absolutamente normal. E, é claro, eu não era diferente!

Bom, você deve estar se perguntando o que efetivamente aconteceu. Vislumbrei uma oportunidade inesperada! Londrina, na época, era uma das regiões que mais crescia no Brasil em termos de construção civil, com prédios sendo levantados em um ritmo acelerado. E quem compra uma casa, precisa mobiliá-la. Nesse cenário, observei que existiam poucas marcenarias na cidade e que não encontrávamos franquias de lojas que faziam móveis planejados em cada esquina, como temos hoje.

Como sou de São Paulo, fui para a capital nas minhas férias e comecei a pesquisar o mercado de máquinas para marcenaria. Comprei um maquinário, levei para um galpão que já estava alugado em Londrina, contratei um marceneiro com boas referências, um ótimo especialista, e coloquei todo o meu dinheiro nesse negócio. Investi todas as minhas economias nesse maquinário, exatamente 11 dias antes do anúncio do confisco da poupança. Pois é!

Enquanto as cadernetas de poupança eram embargadas em todo o País, eu já estava pronto para produzir. O empreendimento foi tomando ritmo, já que era um mercado em plena ascensão. Só que eu estudava Agronomia e não conseguia conciliar os negócios aos estudos.

Eu gostava muito do curso que fazia, mas a verdade é que “eu não gostava tanto assim”, a ponto de ficar horas e horas me dedicando – como qualquer faculdade de engenharia demanda. E sabe o que aconteceu? Eu migrei para Administração de Empresas. Cursei essa graduação durante um ano na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e depois a transferi para uma instituição na capital paulista, onde finalmente me formei.

E o que eu fiz com a marcenaria? Eu a vendi! Coloquei anúncios no jornal e a comercializei com um lucro muito legal. Mais ou menos um ano e meio depois do confisco das poupanças, quando a economia já tinha sido estabilizada, consegui me desligar da empresa. As pessoas começaram a ter dinheiro para empreender novamente. Elas foram conseguindo liberar os seus recursos pouco a pouco, por meio de algumas leis e decisões judiciais que foram sendo aprovadas, e eu consegui vender a marcenaria para um casal de arquitetos – e espero que eles tenham alcançado muito sucesso naquela empreitada.

Mas o que eu quero dizer com tudo isso? Muitas vezes, você precisa ter sorte e intuição para aproveitar as chances que surgem em sua vida. Tirar o meu dinheiro pouco antes do confisco se enquadra nessa premissa.

Hoje, eu não vejo mais a possibilidade da ocorrência de novos confiscos como esse, que foi tão traumático e marcou a nossa história. Acredito que o Brasil evoluiu nesse sentido. Mas, às vezes, a sorte dá um grande empurrão em nossa vida financeira também.

E você sabe o que eu fiz com o lucro da venda dessa marcenaria? Este será o tema de um segundo artigo que será postado em breve. Porque enriquecer é uma questão de ter e seguir um bom plano.

Mauro Calil é fundador da Academia do Dinheiro

 

Veja também o vídeo relacionado a este artigo:

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