Cartão de crédito me ajudou a enriquecer

Comprar com desconto sempre foi , e será, uma forma de fazer o dinheiro render.

Em época de brigas pelos R$500,00 do FGTS e redução de SELIC, gosto de lembrar que, por incrível que pareça, houve um tempo em que gastar era melhor do que investir.

Lembro de um almoço de domingo na casa da avó, quando meu pai, incauto e orgulhoso, disse ao meu avô, seu sogro, que havia “feito” um cartão de crédito, o dinners club.

Aquele foi o primeiro cartão de crédito do mundo, uma nova forma de se usar dinheiro, quase como o Bitcoin para as Criptomoedas.

Meu avô deu um sermão daqueles no meu pai, tirou a carteira do bolso , tirou dinheiro da carteira e mostrou ao meu pai o que era dinheiro real, de papel, não de plástico. E finalizou seu sermão.

Pouco tempo depois a inflação começou a disparar. E meu pai usava cada vez mais o cartão para comprar. Tendo até 30 dias pagar ele “congelava” o preço da compra enquanto sua renda aumentava junto com a inflação. A diferença ele investia no over night.

Fez isso por cerca de 20 anos, até que a inflação foi controlada como é hoje. Consegue imaginar a vantagem financeira que meu pai teve por usar aquela “nova” espécie de dinheiro?

Enriquecer é uma questão de ter e seguir um bom plano.

Mauro Calil é Fundador da Academia do Dinheiro
Instagram @academiadodinheiro
Youtube Academia do Dinheiro